É este o top dos profissionais mais procurados na Europa. Saiba também em que áreas (e países) há mais vagas

A BestBrokers analisou os dados mais recentes sobre emprego e contratação em toda a Europa e identificou as ocupações e os grupos profissionais com maior procura por parte dos empregadores entre Abril de 2025 e Março de 2026.

Human Resources
6 de Agosto 2026 | 09:40
É este o top dos profissionais mais procurados na Europa. Saiba também em que áreas (e países) há mais vagas

O mercado de trabalho europeu está a tornar-se um terreno fértil para oportunidades, onde algumas profissões são mais requisitadas do que nunca.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

O mercado de trabalho europeu está menos focado nos empregos do futuro e mais nos trabalhadores necessários para manter o presente em funcionamento, revela a mais recente análise da BestBrokers. Os profissionais técnicos lideram o ranking das vagas no continente, com 731.953 oportunidades, seguidos pelos profissionais administrativos (630.033), metalúrgicos e operadores de máquinas (596.701), operadores de máquinas e instalações (522.808) e motoristas e operadores de veículos (519.386). Em conjunto, estas ocupações representam quase 3 milhões de vagas, evidenciando uma persistente escassez de trabalhadores nos sectores da indústria transformadora, logística, construção e produção industrial.

Os resultados desafiam a percepção de que a escassez de mão-de-obra na Europa se centra principalmente em funções digitais altamente especializadas. Embora os profissionais de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) continuem a estar entre as ocupações mais procuradas, com 375.070 vagas, a procura de operários técnicos é quase o dobro. O contraste sugere que o desafio da força de trabalho na Europa vai muito para além da economia digital, abrangendo os ofícios especializados, os trabalhadores da indústria e o pessoal de logística que sustentam as cadeias de abastecimento, as infra-estruturas e a actividade económica quotidiana.

 

Continue a ler após a publicidade

Apesar da atenção focada na inteligência artificial e na digitalização, as maiores carências de mão-de-obra na Europa continuam enraizadas tanto nas economias tradicionais como nas novas. Na Alemanha, França, Áustria, República Checa e Roménia, os trabalhadores técnicos são os mais procurados, com entre 4.427 e 239.039 vagas disponíveis, enquanto na Finlândia, os profissionais de TIC são os mais necessários (20.191 especialistas). Esta disparidade reflecte dois desafios paralelos: manter a força de trabalho qualificada necessária para a base industrial europeia e, simultaneamente, construir o conjunto de talentos digitais exigido para as suas ambições tecnológicas.

A Suécia, a Suíça, a Noruega e o Liechtenstein registam a maior procura de profissionais de saúde e de assistência, evidenciando a crescente pressão que o envelhecimento da população exerce sobre os sistemas de saúde de todo o continente. Noutros locais, os trabalhadores dos serviços pessoais surgem como a ocupação mais procurada em Espanha, Portugal, Malta, Dinamarca, Eslováquia, Hungria e Islândia, reflectindo a importância contínua do turismo, da hotelaria e das indústrias orientadas para o consumidor para muitas economias europeias.

No entanto, a escassez de mão-de-obra vai para além dos hospitais e hotéis. As salas de aula da Europa estão a sentir cada vez mais os efeitos da redução do número de profissionais qualificados, com os professores a figurarem como a ocupação mais procurada na Polónia, Bulgária e Estónia. Juntos, os três países anunciaram mais de 18.900 vagas para professores, sinalizando crescentes desafios de recrutamento, dado que um grande número de educadores se aproxima da reforma e poucos novos profissionais se apresentam para os substituir.

Partilhar


Mais Notícias