O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência global para a COVID-19 a nível global, aceitando a recomendação do comité de emergência.
«No último ano, o comité de emergência e a OMS têm estado a analisar dos dados com cuidado, considerando quando seria o tempo certo para baixar o nível de alarme. Ontem, o comité de emergência reuniu-se pela 15.ª vez e recomendou-me que declarasse o fim da emergência global. Eu aceitei esse conselho», afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus em conferência de imprensa.
Os primeiros casos de COVID-19 foram registados a 2 de Março de 2020. O vírus fez 26 mil vítimas em Portugal e infectou mais de metade da população, 5,5 milhões, dos portugueses.
Mas há uma pandemia que persiste no mundo desde 1981: a SIDA. Segundo a Euronews, para pôr termo à Síndrome da imunodeficiência Adquirida como ameaça à saúde pública até 2030, as Nações Unidas estimam necessário investimentos superiores a 25 mil milhões de euros nos próximos anos, ou seja, mais de mil milhões de euros por ano.
De acordo com dados de final de 2022, divulgados pelo Observador, no total, 38,4 milhões de pessoas têm VIH em todo o mundo (segundo as últimas estatísticas disponíveis), 1,5% a mais do que em 2020, quando a doença afectava cerca de 37,8 milhões de pessoas.
As novas infeções caíram 54% desde o pico da doença – em 1996 – e as mortes caíram 32% desde 2004, quando dois milhões de pessoas perderam a vida devido à SIDA. Em 2021 aumentou o número de pessoas com acesso à terapia antirretroviral, que subiu 5,22%, chegando a 28,7 milhões de pessoas tratadas.
Por região, a África Oriental e Austral é responsável por quase metade do total de casos de SIDA no mundo: 20,6 milhões.














