E se fosse despedido por ser bom demais? Ou por chorar? Eis os motivos mais bizarros que já provocaram o despedimento de alguém

Human Resources
9 de Janeiro 2024 | 21:00
E se fosse despedido por ser bom demais? Ou por chorar? Eis os motivos mais bizarros que já provocaram o despedimento de alguém

Ser despedido nunca é fácil, mas é ainda pior quando isso acontece por um motivo inesperado ou por vezes irracional. Um utilizador do Reddit perguntou: “Qual o motivo mais ridículo pelo qual foi, ou viu alguém ser, despedido?” e o Buzzfeed partilha algumas respostas que são de ficar de queixo caído.

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“Havia uma supervisora de quem não gostava muito, mas o motivo pelo qual foi demitida foi de loucos. Ela enviou um e-mail à gerência sobre uma falha de segurança óbvia, que provavelmente foi a única coisa decente que fez naquele emprego, e o segurança acompanhou-a à saída quando ela chegou no dia seguinte.”

“Desempenho a mais. Não, não estou a brincar. Há cerca de 15 anos, a minha prima foi despedida de um cargo de gestora de call center por esse motivo, porque as estatísticas da sua equipa eram muito superiores e estavam a fazer o resto das equipas parecerem preguiçosas (o que aparentemente eram). No entanto, as críticas em relação às estatísticas eram constante, a ponto de criticarem outros gestores pelo baixo desempenho, o que tornou ainda mais confuso que a tenham despedido por desempenho em excesso. Ela contestou e acabaram por ir a tribunal. Eu ajudei-a (por telefone) e até o juiz ficou chocado, não só por causa do motivo, mas porque eles realmente disseram a verdade, como se isso fosse de alguma forma negativo e a contestação dela devia ser anulada. A verdade é que ela ficou desempregada, mas conseguiu um novo emprego cerca de um mês depois, onde tem estado desde então.”

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“Por chorar depois de terem gritado com ela. O chefe chamou uma das colaboradoras mais novas ao seu escritório e começou a gritar com ela sobre o péssimo trabalho que estava a fazer. É verdade que ela não estava a ir muito bem, mas houve uma quebra na aprendizagem e ela estava ali há apenas um mês. Então, ela começou a chorar. Conseguíamos ouvir tudo, tal como todas as outras vezes em que ele fazia isso com alguém. De qualquer forma, quanto mais ela chorava, mais alto e mais irritado ele ficava, até que acabou por gritar ‘Desapareça-me da frente, já não trabalha mais aqui!’. Eu saí dois dias depois, sem aviso prévio, e na semana seguinte saíram mais três pessoas. Contaram-me que tiveram dificuldades em manter uma equipa até pelo menos alguns anos depois disso.”

“Vi uma jovem ser despedida do escritório onde eu trabalhava, porque queria usar o micro-ondas para aquecer o almoço… no seu primeiro dia! O gestor odiava o cheiro de comida no escritório, então todos tinham de comer fora, embora tivéssemos uma cozinha totalmente funcional. Então, ela discutiu com o gestor, gritaram um com o outro e ela foi chamada aos Recursos Humanos.”

“Um conhecido meu trabalhava para uma ‘instituição religiosa de caridade’ como segurança num centro para sem-abrigo. O centro recebe donativos o ano todo, inclusive alimentos, e quando as pessoas doam alimentos que podem causar alergias, não os incluem nos cabazes, simplesmente vão para o lixo. Então, depois do seu turno, esse segurança foi vasculhar no lixo e acabou despedido por causa de uma caixa de chocolates Ferrero Rocher que encontrou. Alegaram ‘roubo’.

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“Uma mulher foi despedida porque a filha ficava doente muitas vezes. Na Alemanha, quando um filho fica doente é possível faltar ao trabalho ou trabalhar a partir de casa, para poder cuidar dele. Mas se o chefe suspeitar porque isso acontece com muita frequência, ele pode despedir essa pessoa. A filha dela tem um problema cardíaco e isso significa consultas e exames médicos, idas ao hospital, etc. O chefe sabia disso porque ela já lá trabalhava há mais de seis anos (a filha nasceu antes de ela ir para aquele emprego), mas ele fez-se de esquecido e despediu-a. Ela processou-o por isso, claro.”

“Fui despedido como trabalhador temporário em 2002, quando a empresa na qual trabalhava não tinha logins separados para o computador e um colega de trabalho via pornografia no computador que ambos usávamos. Ele culpou-me, embora eu o tivesse apanhado a ver aquilo. Despediram-me porque ele era efectivo e eu temporário. Fiquei pior do que estragado.”

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“Fui despedido de uma colónia de férias na qual trabalhava quando um dos miúdos, que é autista, estava a ser vítima de bullying e nenhum outro monitor interveio. O chefe da colónia disse que ‘um pouco de bullying nunca fez mal a ninguém’, mas essas palavras saíram-lhe caras. No dia seguinte, consegui esconder um gravador num dos bolsos e, tal como esperava, fui chamado ao escritório do chefe, onde me disseram que estava despedido por interferir no problema do dia anterior. Tinha posto a gravar antes de entrar e pedi ao chefe que repetisse novamente o que me tinha dito no dia anterior. Não foi preciso mais nada para os pais que me agradeceram por ajudar o seu filho. No fim, tanto o chefe quanto os pais do agressor pagaram um preço bem alto e a colónia fechou. O tribunal decidiu que tinha havido discriminação e a família recebeu uma indemnização, mas eu também recebi por ter sido despedido injustamente por agir correctamente.”

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“O meu chefe foi despedido por postar um vídeo do YouTube no Facebook. Tínhamos uma política de redes sociais muito rígida.”

“Foi-me atribuído um cargo diferente daquele para o qual fui contratado e treinado, só que essa função não tinha quase trabalho nenhum. Eu demorava três horas a completar todas as tarefas designadas, então ia pedir ao meu chefe que me desse mais trabalho. Alguns dias depois, fui despedido… por pedir mais trabalho.”

“Fui despedido porque não estava a acompanhar o ritmo dos outros. Estávamos a encher paletes, mas eu estava a encher menos do que os outros. Acontece que eu estava a fazer aquilo sozinho e todos os outros trabalhavam aos pares. Mas acho que o supervisor simplesmente não gostava de mim. Só que ele não era meu chefe, nem tinha autoridade para despedir ninguém. Aliás, eu ia trabalhar para outro departamento quando aquele projecto acabasse. Quem acabou por ser despedido foi ele por me ter tentado despedir.”

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“O responsável pela formação de novos trabalhadores e pelos preparativos de viagens, em vez de dar os vales-refeição do hotel aos colaboradores, ia empanturrar-se todas as manhãs no buffet. O staff do hotel começou a estranhar, por causa da quantidade de comida consumida, e passadas umas semanas, recebi da gerência do hotel uma foto do tipo de boca cheia, a perguntar se ele era um dos nossos colaboradores. Fui aos Recursos Humanos e acompanharam-no à saída pouco tempo depois.”

“Uma trabalhadora fez uma tatuagem no pé. Ela trabalhava num restaurante de praia e podiam usar sandálias. A proprietária deu-lhe um sermão e despediu-a… por causa de um trevo no pé.”

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