Em algumas entrevista de emprego, pode acontecer surgirem algumas perguntas “fora da caixa”. Segundo o Wikijob, estas tornaram-se populares nos últimos anos, com muitos empregadores a procurarem novas formas de descobrir mais sobre os seus candidatos.
Normalmente, não existe uma resposta certa ou errada. Os empregadores só querem ver como lida com o inesperado. Contudo, há formas de se preparar para não ser apanhado de surpresa.
Na grande maioria das vezes, o empregador não está interessado na resposta em si, mas há motivos diferentes por trás:
Para tirar o candidato da sua zona de conforto
Não é segredo para os recrutadores que os seus candidatos se preparam extensivamente para as entrevistas e, provavelmente, já têm respostas preparadas. Embora esta preparação seja importante, os empregadores também sabem que uma parte importante de muitas funções é adaptar-se a mudanças inesperadas. Por isso, as perguntas estranhas são frequentemente utilizadas para forçar o candidato a responder a algo para o qual não está preparado. O empregador quer ver como age quando está sob pressão e é forçado a pensar rapidamente.
Para ver como aborda problemas novos e inesperados
Muito mais do que a resposta em si, o entrevistador quer ver como lida com problemas desconhecidos. Perante a pergunta: “Porque é que as tampas de esgoto são redondas?”, é altamente improvável que tenha experiência directa com o design de tampas de esgoto. O entrevistador sabe disso e não espera uma resposta concreta. O que pretende é que identifique os passos necessários para encontrar os motivos. Ele sabe que o candidato provavelmente nunca pensou nisso antes; só está interessado em ver como aborda novos problemas.
Para aferir o seu nível de criatividade
Tal como os dois motivos anteriores, tirá-lo da sua zona de conforto e fazê-lo responder a um problema inesperado é também uma óptima forma de ver o seu nível de criatividade. Lembre-se que não existe uma resposta certa ou errada para a pergunta, por isso não tenha medo de argumentar a favor de algo ridículo, mesmo que não acredite realmente nisso. Pontos extra se conseguir fazê-lo rir. Basicamente, tente divertir-se com estas questões, com a certeza de que não existem respostas certas ou erradas.
20 perguntas “estranhas” (que já foram feitas em entrevistas reais)
- Quantas bagagens passam pelo Aeroporto de Lisboa num dia?
- Com que tipo de animal se parece mais e porquê?
- Se fugisse e se juntasse ao circo, qual seria a sua actuação?
- Por que razão as bolas de ténis têm penugem amarela?
- Quando um cachorro-quente se expande, em que direcção rebenta e porquê?
- Se fosse CEO, quais seriam as três primeiras coisas que trataria de manhã?
- Se fosse uma marca, qual seria o seu lema?
- O quão sortudo é?
- É mais caçador ou recolector?
- Qual é a pior coisa sobre a humanidade?
- Qual foi a última coisa que pesquisou no Google?
- Prefere lutar contra um pombo do tamanho de um elefante ou contra 50 elefantes do tamanho de um pombo?
- O que faria se encontrasse um pinguim no congelador?
- Como venderia gelado na Antárctida?
- Como testaria um elevador?
- Qual é aquela coisa em que acredita e com a qual quase ninguém concorda?
- Quais seriam os seus primeiros passos num apocalipse zombie?
- Que conselho daria ao seu antigo chefe?
- Que superpoder mais gostaria de ter?
- É reduzido ao tamanho de uma moeda de um cêntimo e colocado num liquidificador. As lâminas estão prestes a começar a mover-se. O que faz?
Pode pensar nestas questões em três grupos sobrepostos: questões criativas, de resolução de problemas e de personalidade.
Questões de resolução de problemas
Questões como a primeira da lista (Quantas bagagens passam por Lisboa por dia?) são sobretudo sobre resolução de problemas. O entrevistador não está interessado na resposta em si. Sabe que é impossível responder com base em factos sem os dados concretos. O que ele quer ver é como aborda um problema como este.
Basicamente, pense em voz alta. Comece a falar sobre a informação que precisaria para dar uma resposta: “Bem, primeiro, descobriria quantos voos partem por dia. Depois, tentaria obter uma média de quantas bagagens existem em cada voo.” E assim sucessivamente.
Com um método básico delineado, tente adicionar alguns números de espaço reservado: “Digamos que existem 500 voos por dia. Estes voos têm uma média de talvez 250 pessoas por voo. Digamos que cada pessoa tem, em média, uma mala…”
Junte esses números e, em seguida, apresente uma resposta aproximada. Provavelmente estará completamente errado, mas demonstra que está disposto e é capaz de dividir problemas grandes em problemas mais pequenos e resolvê-los, mesmo sem ter uma visão completa.
Perguntas criativas
Os problemas criativos têm frequentemente uma abordagem semelhante às perguntas de resolução de problemas. A principal diferença é que são um pouco mais estranhos e “exagerados”. “Como venderia gelado na Antártida?” é um bom exemplo. O que o entrevistador procura aqui, além das suas capacidades de resolução de problemas, é a criatividade. Consegue pensar numa maneira de fazer as coisas funcionarem, mesmo que isso não acontecesse? Mais uma vez, não precisa de ser a ideia mais viável, mas pense no problema em voz alta.
Perguntas de personalidade
Por fim, as perguntas mais abertas tentam avaliar um elemento da sua personalidade. Perguntas como “Qual o superpoder que mais gostaria de ter?” são elaboradas para esse efeito. Não responda com o que acha que o entrevistador quer ouvir, basta responder com base na sua intuição. É uma boa ideia parar e pensar um pouco, em vez de se precipitar numa resposta. Diga algo como: “Hmm, essa é uma pergunta interessante. Deixe-me pensar um pouco sobre isso.”














