E se pudesse fazer uma pausa no trabalho para uma sessão de Forest Therapy? Esta empresa tem um bosque onde é possível

Margarida Lopes
17 de Maio 2022 | 15:00

Os colaboradores da Salvador Caetano em Vila Nova de Gaia tiveram a oportunidade de sair dos seus escritórios para uma pausa. Nesta empresa é possível usufruir de um ambiente natural, com seis hectares que cruzam natureza, biodiversidade e bem-estar, o Bosque Ser Caetano, onde ocorreu pela primeira vez um passeio de terapia florestal.

Esta prática, designada “Shinrin-Yoku”, teve início no Japão nos anos 80 e surgiu em resposta ao aumento significativo de doenças relacionadas com o stress laboral. “Shinrin-Yoku” significa receber o ambiente da floresta através dos sentidos, tato, visão, audição, olfato e paladar, como uma forma de promoção do bem-estar e protecção da saúde mental, emocional e física.

Com uma relação histórica com a cultura japonesa, a Salvador Caetano partilha das suas práticas, políticas e métodos de trabalho, desde a melhoria contínua até ao respeito e cuidado pelas pessoas. Atentos aos estudos recentes sobre a saúde psicológica nas organizações, que indicam que Portugal é um dos países com maior risco de Burnout (Small Business Prices, 2022), a Salvador Caetano intensifica a sua actuação nesta vertente, para que os colaboradores encontrem na empresa um local seguro, saudável e agradável, para viver, crescer e trabalhar, em equilíbrio com as suas necessidades e bemestar pessoais.

O Bosque Ser Caetano nasce deste compromisso para com as pessoas, mas também com o planeta. Com seis hectares, cruza natureza, biodiversidade e bem-estar, sendo um espaço dedicado à realização de eventos corporativos, lazer e promoção de um estilo de vida saudável e proteção ambiental. São já mais de 1200 as árvores plantadas e 4,5 as toneladas de CO2 capturadas anualmente.

Desta vez, o Bosque Ser Caetano recebeu os colaboradores no primeiro workshop de Forest Therapy. Integrado no programa Ser Sustentável e realizado em parceria com a Renature, este workshop teve como objectivo desconectar os colaboradores do ambiente de trabalho e incentivar o restabelecimento de uma relação com a natureza. A actividade foi conduzida pela fundadora da Renature e pioneira na terapia da floresta em Portugal, Geeta Stilwell, habituada a formar gestores de todo o mundo para trazerem a ligação com a natureza às organizações.

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Para Geeta, com esta terapia, o desafio é simples: «encontrarmos na natureza um lugar para estar». De resto, é assim que termina as suas sessões, convidando os participantes a desacelerar, desligando-se do stress diário e a terem na natureza o principal aliado para o fazer. Afinal, como diz, é de lá que somos originários, muito diferente dos «meios urbanizados onde nos habituamos a viver». Através do Forest Therapy «equipas e pessoas florescem junto com a floresta».

Já para os participantes, esta foi, não só «uma oportunidade para visitarem o Bosque», mas também, «viver uma experiência com a qual nunca tinham contactado». Numa sessão de uma hora e trinta, foi, para muitos «óptimo passar parte da manhã a sentir a natureza com os sentidos e afastados do escritório».

No mundo digital em que vivemos, faz cada vez mais sentido encontrar conexões com o meio ambiente, como forma de atenuar o always on. Este tipo de actividade aproxima as equipas e incentiva a interação presencial entre colegas. Comprovado em vários estudos científicos, a terapia da floresta dá espaço à reflexão, auxilia a gestão emocional e tem efeitos positivos na produtividade e satisfação dos trabalhadores.

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