A Starbucks enfrenta novamente uma batalha judicial, só que desta vez não é por causa dos sindicatos ou das greves, mas sim dos uniformes, avança o Daily Dot.
Nos EUA, os trabalhadores de vários estados afirmam que o novo código de vestuário da gigante do café os obrigou a comprar o seu próprio uniforme e querem ser reembolsados.
Em Abril, a Starbucks anunciou que, a partir de 12 de Maio, os colaboradores de todas as lojas norte-americanas seriam obrigados a seguir um conjunto mais rigoroso de regras de vestuário. Em vez das directrizes mais flexíveis que os baristas tinham anteriormente, a nova política exige camisas de gola redonda pretas, camisas de colarinho ou camisas de botões com calças de ganga caqui, pretas ou azuis. Os sapatos devem ser de tons suaves, como preto, cinzento, castanho, azul-marinho, bege ou branco.
A empresa proibiu também a “maquilhagem exagerada” e os vernizes, e limitou os piercings faciais a um pequeno pino ou argola.
Desde que as medidas entraram em vigor, vários baristas têm saído da empresa, mas recentemente, os colaboradores de dois estados apresentaram acções colectivas alegando que a Starbucks violou as leis estaduais ao não os reembolsar pelas novas roupas exigidas pelo código de vestuário.
Na Califórnia, os trabalhadores foram mais longe e apresentaram queixas à Agência de Desenvolvimento do Trabalho e da Força de Trabalho do estado, acusando a empresa do mesmo. Estes trabalhadores também apontaram problemas separados com a alegada falta de reembolso das despesas de telefone e veículo da Starbucks relacionadas com o trabalho.
Segundo a Starbucks, a mudança visava “simplificar” expectativas, tornar os estabelecimentos mais consistentes e dar aos trabalhadores “orientações mais claras”. Para compensar a mudança, a empresa forneceu a cada colaborador duas camisolas gratuitas. Mas, de acordo com os colaboradores, isso não foi suficiente.
«A Starbucks não me reembolsou por estas despesas, e é injusto que uma empresa bilionária coloque este fardo sobre os trabalhadores que já lutam com horários imprevisíveis e lojas com falta de pessoal», disse Shay Mannik, barista no Colorado.













