O presidente executivo (CEO) da Opensoft diz que a tecnológica tem vindo a reforçar o número de colaboradores, tendo registado um aumento acima dos 15% em 2025, contando com mais de uma centena.
«Ao longo dos nossos quase 25 anos de actividade, o crescimento da Opensoft tem sido sustentado não apenas pelos projectos em que estamos envolvidos, mas também pela solidez da nossa equipa», conta Rui Cruz em entrevista à Lusa.
A Opensoft tem vindo «a reforçar o número de colaboradores de forma consistente e, no último ano, registámos um aumento superior a 15% no número de colaboradores, contando actualmente com mais de 100 pessoas», prossegue o gestor.
«Os projectos que desenvolvemos no mercado internacional funcionam maioritariamente num modelo híbrido, com as equipas a trabalhar sobretudo a partir de Portugal e com deslocações regulares aos clientes. Paralelamente, contamos também com parcerias estratégicas locais que permitem reforçar as equipas em determinados projectos», refere o CEO, adiantando que a tecnológica tem «permanentemente vagas abertas para engenheiros de software, analistas e arquitectos».
Além disso, «estamos também a reforçar a área comercial, nomeadamente com a contratação de um gestor comercial para o departamento de marketing e desenvolvimento de negócio», diz.
Portugal «é um país com muito talento e procuramos criar condições para que esse talento possa crescer dentro da empresa», mantendo uma «forte aposta na formação contínua das nossas pessoas, incluindo certificações técnicas específicas que permitem responder aos desafios».
Entretanto, «o mercado internacional tem vindo a assumir um peso crescente na atividade da Opensoft e continuará a ser uma aposta estratégica da empresa», adianta, sem detalhar.
A Opensoft tem um departamento dedicado à investigação e desenvolvimento focado na experimentação de tecnologias emergentes, no desenvolvimento de provas de conceito e na melhoria contínua dos processos e soluções, segundo o gestor.
Em 2025, «continuamos a explorar várias iniciativas nesta área, nomeadamente no desenvolvimento de provas de conceito baseadas em inteligência artificial, inicialmente para utilização interna e que começam agora também a integrar soluções disponibilizadas aos nossos clientes», refere.
Apesar de não divulgar valores concretos de investimento, «a inovação tecnológica é uma prioridade estratégica para a empresa e tem sido uma aposta consistente ao longo do percurso».
A tecnológica portuguesa adianta que já começou a desenvolver ferramentas de inteligência artificial (IA) para uso interno.
«Um dos primeiros exemplos foi um agente de IA disponível para todos os colaboradores, que responde a questões com base na informação da nossa wiki interna — uma área partilhada de documentação — através de um chatbot que utiliza a metodologia de Retrieval-Augmented Generation (RAG)», refere.
Actualmente, «também desenvolvemos soluções com ferramentas de inteligência artificial integradas para os clientes» e «recentemente implementámos um chatbot baseado em modelos de linguagem de grande dimensão (LLM), que funciona como assistente virtual num portal de serviços».
Quanto à meta de facturação este ano, o objectivo é “continuar a crescer”.
A Opensoft tem vindo a registar, «nos últimos anos, crescimentos sustentados de dois dígitos e pretendemos manter essa trajectória».
«Estamos conscientes de que os desafios se tornam cada vez mais exigentes, mas continuaremos a trabalhar para reforçar o crescimento do volume de negócios, tanto no mercado nacional como no internacional», remata.














