Eduardo Caria, Grupo Ageas Portugal: «A geração de hoje procura outro propósito»

Human Resources
11 de Abril 2022 | 11:50
Eduardo Caria, Grupo Ageas Portugal: «A geração de hoje procura outro propósito»

Eduardo Caria, responsável de Pessoas & Organização do Grupo Ageas Portugal, faz notar que «a geração de hoje procura outro propósito, outra missão; dá maior valor ao equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, sendo esse um desafio na atracção e retenção de talentos». Leia a sua análise aos resultados do XL Barómetro Human Resources.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

 

«O mercado de trabalho está com um dinamismo que já não se vivia há pelo menos duas décadas. O mais recente barómetro revela alguns dos desafios resultantes das grandes transformações que se têm vivido no mercado de trabalho e formas de estar das organizações, mas também as alterações geracionais e as suas motivações.

Hoje, graças a todos os avanços tecnológicos e desenvolvimento acelerado, é provável que o tempo médio de uma geração seja cada vez mais curto e, atrás das mudanças geracionais, sucedem-se as alterações comportamentais e motivacionais, impactando directamente os mais diversos campos da vida, incluindo o laboral.

Continue a ler após a publicidade

O mundo empresarial também não é o mesmo de há cinco ou 10 anos, e um dos sinais, por exemplo, é a maior rotatividade laboral e a “inexistência de um emprego para a vida”. A geração de hoje procura outro propósito, outra missão; dão maior valor ao equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, sendo esse um desafio na atracção e retenção de talentos. Mas as mudanças não se limitam às pessoas; as organizações também procuram outro tipo de perfis, com conhecimentos especializados e com capacidade de adaptação e de enfrentar as frequentes mudanças, e estão cada vez mais dispostas a adaptar as suas propostas de valor para os captar e reter, investindo no seu desenvolvimento, dando a liberdade aos colaboradores de crescerem e terem experiências mais diversificadas e desafiantes.

É importante recordar que os colaboradores reconhecem o seu valor e já expõem determinadas exigências, seja a nível salarial, seja nas próprias metodologias de trabalho, como, por exemplo, privilegiarem formatos de trabalho mais flexíveis como o modelo híbrido. Existem catalisadores dentro das empresas capazes de atrair talento e continuará a ser um vector importante, mas as empresas têm de estar preparadas para terem um papel mais activo no desenvolvimento e crescimento das suas pessoas e retê-las por meio de ambientes de trabalho de valor. Creio que há uma maior pressão remuneratória, mas não nos podemos limitar a esse factor, pois esta geração procura desafios, ambientes de trabalho flexíveis e colaborativos, bem como organizações com propósitos nobres e com impacto.

Para atrair talentos de topo, as organizações precisam de ser locais onde reconhecidamente as pessoas avançam na carreira, têm oportunidade de aprenderem novas competências e de assumirem novos desafios. O maior factor diferenciador será, por isso, a cultura e a liderança das organizações.»

 

Continue a ler após a publicidade

Este testemunho foi publicado na edição de Março (nº.135) da Human Resources, no âmbito da XL edição do seu Barómetro. Está nas bancas. Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

Partilhar


Mais Notícias