A 5.ª edição do The Retail Hack da MC acontece já este mês e vai juntar colaboradores, start-ups, comunidades tecnológicas e universitários numa maratona de criatividade. Além do engagement e espírito colaborativo, é uma ferramenta eficaz de recrutamento, garante Eduardo Rocco, head of Digital Tech Office da MC.
Por Tânia Reis
Durante dois dias, equipas multidisciplinares vão desenvolver soluções criativas para desafios reais do sector do retalho. O objectivo prático é testar ideias inovadoras e diferenciadoras que possam evoluir para produtos ou serviços reais. Mas há mais por detrás desta iniciativa.
Em que consiste o The Retail Hack 2025?
The Retail Hack 2025 é uma iniciativa da MC Digital, a área de Sistemas de Informação da MC, que desafia colaboradores, start-ups, comunidades tecnológicas e universitários para uma maratona de criatividade.
A iniciativa está na 5.ª edição e desafia os participantes a procurar conceitos em toda a cadeia de valor que possam impactar o sector do retalho. Recorrendo a qualquer ferramenta tecnológica, onde se espera muita inteligência artificial, as equipas podem explorar áreas como: experiência de cliente, sustentabilidade, operações de loja e logística para qualquer uma das marcas MC: Continente, Continente Modelo, Continente Bom Dia, Continente Online, Meu Super, Bagga, Wells, Note! e ZU.
Quando e onde terá lugar?
A iniciativa decorre ao longo de 24h, nos dias 16 e 17 de Outubro, na Senhora do Penedo, em Vila Nova de Gaia. As inscrições estão à distância de um clique em https://theretailhack.mc.pt/
O que motivou a criação desta maratona?
Esta hackathon é uma oportunidade para fomentar a inovação, permitindo que equipas multidisciplinares desenvolvam soluções criativas para desafios reais do sector, como melhorar a experiência do cliente, optimizar processos logísticos ou criar novas funcionalidades digitais. A par, promove o envolvimento dos colaboradores, aumentando o seu sentimento de pertença e motivação, e, simultaneamente, pode revelar-se uma ferramenta eficaz de recrutamento, especialmente para perfis digitais.
Outro factor importante é o estímulo à colaboração entre diferentes áreas da empresa, o que contribui para uma cultura organizacional mais ágil e orientada para resultados.
Adicionalmente, procuramos também desenvolver ainda mais a nossa relação com os parceiros, assim como com a comunidade tecnologógica nacional.
Por fim, os protótipos desenvolvidos podem evoluir para produtos ou serviços reais, permitindo testar ideias inovadoras e diferenciadoras.
Quais os objectivos desta iniciativa para a MC?
Estimular a inovação e a criatividade dos nossos colaboradores; desenvolver ainda mais a relação com parceiros e comunidades tecnológicas; e exploração de novas ideias ou abordagens num curto espaço de tempo.
E para o sector do retalho?
Estas iniciativas permitem procurar respostas para a necessidade de adaptação rápida às mudanças no comportamento do consumidor, à digitalização dos canais de venda e à optimização da cadeia de valor. Outro objectivo relevante é a exploração de novas tecnologias, por ex: inteligência artificial, realidade aumentada, etc., para resolver desafios concretos, como a gestão de inventário, a previsão de procura ou a eficiência logística. O hackathon também pode servir como um laboratório de experimentação para testar ideias com rapidez, sem os riscos e custos associados a projectos tradicionais.
Como surgiu a ideia de envolver diferentes públicos?
A diversidade de participantes enriquece o processo criativo. Os colaboradores conhecem os desafios internos e operacionais da empresa; as start-ups trazem agilidade, espírito empreendedor e soluções disruptivas e os estudantes introduzem uma nova perspectiva e muitas vezes ousada, além de representarem uma fonte de talento emergente.
Esta combinação permite gerar ideias mais completas e inovadoras, que consideram tanto a viabilidade técnica como o impacto no negócio. Além disso, promove a colaboração entre diferentes ecossistemas, criando pontes entre o mundo corporativo e a inovação aberta. Para a MC é, também, uma oportunidade para se mostrar a diferentes públicos como empregador atractivo, moderno e comprometido com a transformação digital.
Como será estruturada a iniciativa?
Os participantes trabalham em equipas de 4 a 6 elementos e colocam à prova a sua criatividade num de dois desafios: Tech Track, que consiste no desenvolvimento de protótipos tecnológicos, ou Business Track, onde é proposta a criação de conceitos de negócio com alto potencial de mercado.
Que tipo de desafios serão propostos aos participantes?
Recorrendo a qualquer ferramenta tecnológica, as equipas podem explorar áreas como: experiência de cliente, sustentabilidade, operações de loja e logística para qualquer uma das marcas MC.
Que critérios serão usados para avaliar as ideias apresentadas?
Os critérios dependerão da Track escolhida pelas equipas e serão:
Tech Track: inovação; execução técnica; funcionalidades; experiência da solução; e Qualidade da apresentação. Já no Business Track: inovação; demonstração de potencial de negócio; mockups ou ajudas visuais; clareza do conceito; e qualidade da apresentação
Haverá prémios ou incentivos para os projectos mais inovadores?
Sim, cada Track vai premiar três vencedores com: 2 500 € para o 1.º lugar; 1 500€ para o 2.º e 500€ para o 3.º lugar, num total de 9 000€ em prémios.
Que impacto esperam gerar com esta iniciativa?
A última edição, realizada em 2023, reuniu 132 participantes, distribuídos por 24 equipas, e envolveu oito jurados que avaliaram novos desafios e cerca de 20 especialistas que contribuíram com mentoria e apoiaram e aceleraram o desenvolvimento das ideias dos participantes. Na edição deste ano, com duas Tracks paralelas contamos não só com mais equipas, mas também com mais pessoas no júri e na mentoria.
Que expectativas têm quanto ao envolvimento e participação dos colaboradores?
Esta iniciativa é uma oportunidade para promover o espírito de equipa, fortalecer a colaboração entre diferentes áreas e estimular uma cultura interna de criatividade. Esperamos que todos se envolvam de forma entusiasta, pela possibilidade de verem as suas ideias reconhecidas e pelo ambiente que a hackathon proporciona. É uma forma de valorizar o talento interno, dar voz às pessoas e criar um espaço onde todos podem experimentar, errar e aprender rapidamente.
De que forma podem iniciativas como esta contribuir para atrair e reter talento?
Uma hackathon capta a atenção de eventuais talentos, reforçando a imagem da empresa como inovadora, tecnológica e comprometida com o futuro. É relevante para diferenciar a empresa num sector altamente competitivo e em constante mudança. Simultaneamente, em iniciativas como estas podem ser identificados perfis com potencial de liderança, iniciativa e pensamento estratégico, valorizando os colaboradores em futuros projectos ou funções.
Há planos para tornar esta iniciativa recorrente ou expandi-la internacionalmente?
Esta iniciativa já tem vindo a ter a sua recorrência e está agora na sua 5.ª edição. Os seus objectivos são locais, e continuará a fazer sentido acontecer em Portugal, no entanto não excluímos a hipótese de participantes internacionais, como já aconteceu em edições anteriores.
Que tendências antevê para o retalho no futuro mais próximo?
O retalho alimentar caminha para ser cada vez mais automatizado, conectado e personalizado. A MC já está na frente em termos tecnológicos, mas ainda há espaço para evoluir com IoT e sensorização, como prateleiras inteligentes. Ao mesmo tempo, com o apoio da inteligência artificial, vamos assistir a uma personalização extrema: apesar de já o fazermos, ex. folhetos personalizados, conseguiremos ir mais longe e cada cliente receberá ofertas e experiências adaptadas totalmente ao seu perfil, criando valor e fortalecendo a relação com a marca. Também acredito que a IA trará avanços no suporte à navegação e na assistência personalizada em loja, com um verdadeiro personal shopper virtual na mão do cliente.














