Eduardo Rocco, MC: «O The Retail Hack é uma forma de valorizar o talento interno e criar um espaço onde todos podem experimentar, errar e aprender»

Tânia Reis
9 de Outubro 2025 | 10:10
Eduardo Rocco, MC: «O The Retail Hack é uma forma de valorizar o talento interno e criar um espaço onde todos podem experimentar, errar e aprender»

A 5.ª edição do The Retail Hack da MC acontece já este mês e vai juntar colaboradores, start-ups, comunidades tecnológicas e universitários numa maratona de criatividade. Além do engagement e espírito colaborativo, é uma ferramenta eficaz de recrutamento, garante Eduardo Rocco, head of Digital Tech Office da MC.

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Por Tânia Reis

 

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Durante dois dias, equipas multidisciplinares vão desenvolver soluções criativas para desafios reais do sector do retalho. O objectivo prático é testar ideias inovadoras e diferenciadoras que possam evoluir para produtos ou serviços reais. Mas há mais por detrás desta iniciativa.

Em que consiste o The Retail Hack 2025?

The Retail Hack 2025 é uma iniciativa da MC Digital, a área de Sistemas de Informação da MC, que desafia colaboradores, start-ups, comunidades tecnológicas e universitários para uma maratona de criatividade.

A iniciativa está na 5.ª edição e desafia os participantes a procurar conceitos em toda a cadeia de valor que possam impactar o sector do retalho. Recorrendo a qualquer ferramenta tecnológica, onde se espera muita inteligência artificial, as equipas podem explorar áreas como: experiência de cliente, sustentabilidade, operações de loja e logística para qualquer uma das marcas MC: Continente, Continente Modelo, Continente Bom Dia, Continente Online, Meu Super, Bagga, Wells, Note! e ZU.

Quando e onde terá lugar?

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A iniciativa decorre ao longo de 24h, nos dias 16 e 17 de Outubro, na Senhora do Penedo, em Vila Nova de Gaia. As inscrições estão à distância de um clique em https://theretailhack.mc.pt/

O que motivou a criação desta maratona?

Esta hackathon é uma oportunidade para fomentar a inovação, permitindo que equipas multidisciplinares desenvolvam soluções criativas para desafios reais do sector, como melhorar a experiência do cliente, optimizar processos logísticos ou criar novas funcionalidades digitais. A par, promove o envolvimento dos colaboradores, aumentando o seu sentimento de pertença e motivação, e, simultaneamente, pode revelar-se uma ferramenta eficaz de recrutamento, especialmente para perfis digitais.

Outro factor importante é o estímulo à colaboração entre diferentes áreas da empresa, o que contribui para uma cultura organizacional mais ágil e orientada para resultados.

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Adicionalmente, procuramos também desenvolver ainda mais a nossa relação com os parceiros, assim como com a comunidade tecnologógica nacional.

Por fim, os protótipos desenvolvidos podem evoluir para produtos ou serviços reais, permitindo testar ideias inovadoras e diferenciadoras.

Quais os objectivos desta iniciativa para a MC?

Estimular a inovação e a criatividade dos nossos colaboradores; desenvolver ainda mais a relação com parceiros e comunidades tecnológicas; e exploração de novas ideias ou abordagens num curto espaço de tempo.

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E para o sector do retalho?

Estas iniciativas permitem procurar respostas para a necessidade de adaptação rápida às mudanças no comportamento do consumidor, à digitalização dos canais de venda e à optimização da cadeia de valor. Outro objectivo relevante é a exploração de novas tecnologias, por ex: inteligência artificial, realidade aumentada, etc., para resolver desafios concretos, como a gestão de inventário, a previsão de procura ou a eficiência logística. O hackathon também pode servir como um laboratório de experimentação para testar ideias com rapidez, sem os riscos e custos associados a projectos tradicionais.

Como surgiu a ideia de envolver diferentes públicos?

A diversidade de participantes enriquece o processo criativo. Os colaboradores conhecem os desafios internos e operacionais da empresa; as start-ups trazem agilidade, espírito empreendedor e soluções disruptivas e os estudantes introduzem uma  nova perspectiva e muitas vezes ousada, além de representarem uma fonte de talento emergente.

Esta combinação permite gerar ideias mais completas e inovadoras, que consideram tanto a viabilidade técnica como o impacto no negócio. Além disso, promove a colaboração entre diferentes ecossistemas, criando pontes entre o mundo corporativo e a inovação aberta. Para a MC é, também, uma oportunidade para se mostrar a diferentes públicos como empregador atractivo, moderno e comprometido com a transformação digital.

Como será estruturada a iniciativa?

Os participantes trabalham em equipas de 4 a 6 elementos e colocam à prova a sua criatividade num de dois desafios: Tech Track, que consiste no desenvolvimento de protótipos tecnológicos, ou Business Track, onde é proposta a criação de conceitos de negócio com alto potencial de mercado.

Que tipo de desafios serão propostos aos participantes?

Recorrendo a qualquer ferramenta tecnológica, as equipas podem explorar áreas como: experiência de cliente, sustentabilidade, operações de loja e logística para qualquer uma das marcas MC.

Que critérios serão usados para avaliar as ideias apresentadas?

Os critérios dependerão da Track escolhida pelas equipas e serão:

Tech Track: inovação; execução técnica; funcionalidades; experiência da solução; e Qualidade da apresentação. Já no Business Track: inovação; demonstração de potencial de negócio; mockups ou ajudas visuais; clareza do conceito; e qualidade da apresentação

Haverá prémios ou incentivos para os projectos mais inovadores?

Sim, cada Track vai premiar três vencedores com: 2 500 € para o 1.º lugar; 1 500€ para o 2.º e 500€ para o 3.º lugar, num total de 9 000€ em prémios.

Que impacto esperam gerar com esta iniciativa?

A última edição, realizada em 2023, reuniu 132 participantes, distribuídos por 24 equipas, e envolveu oito jurados que avaliaram novos desafios e cerca de 20 especialistas que contribuíram com mentoria e apoiaram e aceleraram o desenvolvimento das ideias dos participantes. Na edição deste ano, com duas Tracks paralelas contamos não só com mais equipas, mas também com mais pessoas no júri e na mentoria.

Que expectativas têm quanto ao envolvimento e participação dos colaboradores?

Esta iniciativa é uma oportunidade para promover o espírito de equipa, fortalecer a colaboração entre diferentes áreas e estimular uma cultura interna de criatividade. Esperamos que todos se envolvam de forma entusiasta, pela possibilidade de verem as suas ideias reconhecidas e pelo ambiente que a hackathon proporciona. É uma forma de valorizar o talento interno, dar voz às pessoas e criar um espaço onde todos podem experimentar, errar e aprender rapidamente.

De que forma podem iniciativas como esta contribuir para atrair e reter talento?

Uma hackathon capta a atenção de eventuais talentos, reforçando a imagem da empresa como inovadora, tecnológica e comprometida com o futuro. É relevante para diferenciar a empresa num sector altamente competitivo e em constante mudança. Simultaneamente,  em iniciativas como estas podem ser identificados perfis com potencial de liderança, iniciativa e pensamento estratégico, valorizando os colaboradores em futuros projectos ou funções.

Há planos para tornar esta iniciativa recorrente ou expandi-la internacionalmente?

Esta iniciativa já tem vindo a ter a sua recorrência e está agora na sua 5.ª edição. Os seus objectivos são locais, e continuará a fazer sentido acontecer em Portugal, no entanto não excluímos a hipótese de participantes internacionais, como já aconteceu em edições anteriores.

Que tendências antevê para o retalho no futuro mais próximo?

O retalho alimentar caminha para ser cada vez mais automatizado, conectado e personalizado. A MC já está na frente em termos tecnológicos, mas ainda há espaço para evoluir com IoT e sensorização, como prateleiras inteligentes. Ao mesmo tempo, com o apoio da inteligência artificial, vamos assistir a uma personalização extrema: apesar de já o fazermos, ex. folhetos personalizados, conseguiremos ir mais longe e cada cliente receberá ofertas e experiências adaptadas totalmente ao seu perfil, criando valor e fortalecendo a relação com a marca. Também acredito que a IA trará avanços no suporte à navegação e na assistência personalizada em loja, com um verdadeiro personal shopper virtual na mão do cliente.

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