Elsa Carvalho, WTW: Uma agenda integrada de produtividade, talento, tecnologia e governação

No seu comentário à LXV edição do Barómetro Human Resources, Elsa Carvalho, Managing director da WTW, defende que «o futuro do trabalho exige mais do que rever regras. Exige uma agenda integrada de produtividade, talento, tecnologia e governação».

Human Resources
16 de Julho 2026 | 13:20
Elsa Carvalho, WTW: Uma agenda integrada de produtividade, talento, tecnologia e governação

«Quando os principais desafios do mercado de trabalho são a baixa produtividade e a atracção de talento, ambos com 19%, seguidos do envelhecimento da população activa, com 16%, retenção e expectativas salariais, com 14%, torna-se claro que o problema é estrutural. Portugal precisa de mais produtividade, mais qualificação, mais capacidade de retenção e melhores modelos de organização do trabalho.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Há, contudo, um desalinhamento relevante. Apenas 29% considera que a proposta de revisão laboral responde, no essencial, às necessidades do futuro do trabalho; 48% vê esse alinhamento como apenas parcial. Os temas prioritários identificados, curiosamente, continuam centrados em matérias tradicionais: despedimentos e compensações, com 45%, e banco de horas e contratação a prazo, ambos com 32%.

Mas a agenda das empresas já é outra. As principais expectativas são atrair e reter talento, com 68%, desenvolver lideranças e reforçar cultura organizacional, ambas com 45% e 71% aponta os perfis técnicos e especializados como os mais difíceis de recrutar. Sem talento, liderança, cultura e novos modelos de trabalho, não há produtividade sustentável.

A IA é parte da equação, mas ainda longe da maturidade necessária: só 19% das organizações se sentem bem preparadas para as suas exigências legais e 78% dos processos de recrutamento mantêm-se manuais ou suportados por software sem IA.

Continue a ler após a publicidade

O futuro do trabalho exige mais do que rever regras. Exige uma agenda integrada de produtividade, talento, tecnologia e governação. E os dados não deixam dúvidas sobre o que está em jogo: 74% reconhece que a lei laboral tem impacto determinante ou considerável na competitividade das empresas e do País. Legislar bem deixou de ser apenas uma questão de relações de trabalho, mas uma decisão de investimento e de crescimento económico.»

 

Este testemunho foi publicado na edição de Junho (nº. 186) da Human Resources, no âmbito do seu LXV Barómetro.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital

Continue a ler após a publicidade
Partilhar


Mais Notícias