Em Portugal há mais ataques cibernéticos do que na Europa e no mundo (em média)

Margarida Lopes
14 de Maio 2020 | 16:20

De acordo com a Check Point® Software Technologies, Portugal viu crescer o volume de ataques cibernéticos durante o tempo de confinamento devido à pandemia COVID-19. Foram registados 377 ataques semanais por organização, um valor que está acima da média europeia e mundial.

 

Portugal tem sido alvo de ataques cibernéticos multivetor, que apostam na exploração de qualquer ponto fraco e inseguro existente nas infraestruturas das organizações. Estes ataques têm sido predominantemente (90%) efectuados via campanhas de e-mail phishing.

A tipologia de ameaças a que as empresas portuguesas têm sido alvo ultrapassam em muito os valores ibéricos, europeus e mundiais, quer sejam ameaças mobile, ataques bancários, criptomineração, ou botnets, estando somente alinhado com os valores mundiais a nível de roubo de dados (3,1%).

Dados coligidos pela equipa de investigação da Check Point, correlaciona este acréscimo de ataques no mercado português com o momento de confinamento pandémico a que a população portuguesa foi obrigada a meio de Março, forçando a uma brusca mudança de comportamentos dos utilizadores, com o recurso ao trabalho remoto.

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O trabalho remoto levou a que as empresas tivessem que disponibilizar informação de negócio de forma distribuída e facilmente acessível através de muitas ferramentas que não se encontram seguras ou monitorizadas pelos seus departamentos de TI. Este facto, permite aos cibercriminosos explorar a oportunidade dos utilizadores, na sua maioria, trabalhar em casa em ambientes desprotegidos ou com protecção de segurança mínima para poder efectuar ciberataques massivos e sofisticados que permitam o acesso à informação sensível das empresas, sem que sejam detectados no primeiro momento.

A estas situações, a equipa da Check Point, reforça a necessidade de educação dos empregados, bem como a adopção de ferramentas de cibersegurança capazes de proteger e prevenir qualquer tipo de ataque, inclusivamente os desconhecidos, atá ao dispositivo final de cada utilizador, criando desta forma um ecossistema seguro para os dados e informação empresarial.

«É deveras preocupante ver os dados que temos sobre o aumento da cibercriminalidade em Portugal. Nunca tivemos uma situação tão crítica no nosso país. Ao vermos este movimento a acontecer durante o tempo de confinamento, podemos desde já esperar um volume de ciberataques às organizações portuguesas ao longo dos próximos meses. Muitos destes ataques só revelarão a sua actividade e intuito final dentro de meses, quando conseguirem ter informação suficiente sobre as organizações e que possam comprometer o normal funcionamento das mesmas. As empresas têm que começar desde já tentar sanar este problema, mesmo que saibamos que o pior já sucedeu. É importante que de uma vez por todas, passemos a ter uma visão preventiva para que não cheguemos a sentir o impacto de um ataque, porque no momento em que se descobrir o vírus, os dados já estão comprometidos. Na Check Point procuramos apostar nesta prevenção de cibersegurança com uma solução de segurança integrada que permite garantir a segurança de dados e pessoas», explica Rui Duro, Country manager da Check Point Software para Portugal.

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Os dados apresentados pela Check Point foram recolhidos através do ThreatCloudTM da Check Point, uma rede colaborativa de luta contra o cibercrime, que disponibiliza informação e tendências sobre ciberataques através de uma rede global de sensores de ameaças.

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