Na Grécia, 31,5% dos empregados e trabalhadores independentes trabalham aos fins-de-semana, 31,3% em Chipre e 30,8% na Bósnia-Herzegovina. Na casa dos 20% estão países como Suíça (29,3%), Itália (26,9%), França (25,7%) e Espanha (23,9%). Portugal surge na tabela com 19,5%.
Ao mesmo tempo, o norte e o leste do continente apresentam taxas mais baixas. Na Lituânia, apenas 4% dos trabalhadores trabalham aos fins-de-semana, tal como 7% na Hungria e 7,5% na Polónia.

No que diz respeito aos trabalhadores independentes/empregadores, a Grécia apresenta novamente a taxa mais elevada, com 75%. O cenário altera-se ligeiramente nos lugares mais baixos, ocupados pela Bélgica (66%) e pela França (60%).
Trabalhar frequentemente aos fins-de-semana não significa necessariamente trabalhar mais horas no geral. No caso da Grécia, porém, os números são consistentes com outros dados do Eurostat, que mostram que os gregos tendem a trabalhar mais horas do que qualquer outra pessoa na UE.
Principais sectores
Os turnos também dependem muito do sector de trabalho. Por exemplo, quase metade de todos os trabalhadores dos sectores dos serviços e das vendas (47,6%) trabalham regularmente aos fins-de-semana, tal como os trabalhadores da agricultura, silvicultura e pesca (47,2%).
Esta é também a norma para muitas pessoas em ocupações consideradas “elementares” (25,7%), ou seja, trabalhos manuais rotineiros que envolvem frequentemente um esforço físico considerável.
A tendência actual na Europa parece estar mais virada para a compressão da semana de trabalho para quatro dias do que para o seu aumento. Reino Unido, Alemanha, Portugal, Islândia, França e Espanha são alguns dos países europeus a testar a semana de trabalho de quatro dias.
O país mais recente a experimentar esta medida foi a Polónia, uma economia em rápido crescimento que também tem enfrentado problemas de esgotamento profissional. No Verão de 2025, o país lançou um projecto-piloto com o objectivo de reduzir a semana de trabalho de 39 para 35 horas, sem cortes salariais. Os colaboradores podiam escolher entre três opções: trabalhar seis horas por dia, ter um fim-de-semana de três dias ou ter dias de férias extra. A experiência, lançada pelo Ministério do Trabalho em 90 locais de trabalho públicos e privados, envolvendo 5.000 trabalhadores, será avaliada em 2027.














