Com o ano lectivo prestes a começar, os salários estagnados e a escassez crónica de pessoal docente voltam a estar em debate na União Europeia.
De acordo com dados da Eurydice, a rede de informação sobre educação financiada pela Comissão Europeia, o Luxemburgo lidera os salários dos professores no ano lectivo de 2024/2025, reporta o Euronews. Os professores no início da carreira recebem entre 55.000 e 62.000 euros, enquanto no topo da carreira os valores oscilam entre 97.000 e 109.000 euros, posicionando o país como o que melhor remunera os docentes na maioria dos níveis de ensino.
Sucedem-se os Países Baixos e a Alemanha, consoante o nível de ensino e a fase da carreira em que o professor se encontra.
Em Portugal, os dados revelam que no início de carreira, um professor aufere em média 29 mil euros/ano, atingindo os 62 mil euros no topo da carreira.
No lado oposto, a Eslováquia, a Chéquia e a Hungria apresentam os salários mais baixos no topo da carreira, com a Eslováquia a pagar entre 18.000 e 22.000 euros, e a Hungria e a Chéquia a oferecerem até 27.000 euros.
Relativamente ao início da carreira, os salários mais baixos foram observados na Grécia e na Eslováquia, com remunerações até 17.000 euros.
Progressão na carreira docente
A progressão na carreira dos professores depende de vários factores, entre os quais as funções e responsabilidades, os anos de serviço, a idade, o nível de qualificação e o desempenho global. Em 11 países da União Europeia, incluindo Portugal, são necessários entre 31 e 40 anos para que os professores atinjam o topo da carreira, variando conforme o nível de ensino.
Excepção fazem a Dinamarca e a Finlândia, onde os docentes necessitam de, no máximo, 10 anos de serviço para alcançar o topo da carreira, consoante o nível de ensino.
À medida que os professores progridem na carreira, os seus salários aumentam, um factor essencial para a atracção e retenção dos profissionais da educação. Além disso, um estudo da OCDE de 2025 revela que melhor remuneração dos docentes tende a traduzir-se em melhores resultados de aprendizagem para os alunos.
Segundo a Eurydice, os professores em Chipre, Portugal, nos Países Baixos e na Eslovénia registam o maior aumento salarial entre o início e o topo da carreira, destacando-se no panorama europeu.

















