Em teletrabalho, há um aumento significativo das horas trabalhadas

A maioria (59%) dos gestores encontra-se em teletrabalho integral, e 22% em teletrabalho parcial. Em casa, estes profissionais dedicam mais horas ao trabalho. Os dados são do estudo AESE Business School sobre o Impacto da pandemia COVID-19 na vida pessoal e profissional dos gestores.

 

O estudo aponta para um crescimento significativo das horas trabalhadas, com 38% dos gestores trabalharem mais de nove horas por dia. Desse tempo, as reuniões com uma duração entre três a cinco horas ocupam 28% dos inquiridos, a que se somam mais 39% que despendem uma a três horas diárias nestas sessões online, ou seja, uma parte significativa do dia de trabalho é passada em reuniões.

O mesmo estudo revela que 40% dos gestores considera esta forma de trabalhar igualmente produtiva, 19% mais produtiva e 5% muito mais produtiva. As reuniões são mais eficientes online do que as presenciais. Já 31% diz ser menos produtivo e 5% muito menos produtivo.

O estudo revela ainda que 83% dos inquiridos acredita que a formação online vai evoluir mais ou muito mais quando comparada com o período pré-pandemia. Já 90% dos gestores acredita que se vão realizar mais reuniões online, enquanto 10% acredita que o número será igual.

No que respeita à conciliação da vida familiar com o teletrabalho, são mais os que avaliam positivamente a experiência do que negativamente, mas esta é mais complicada para as mulheres. Para 40% destes profissionais é difícil mas possível reunir o trabalho e a vida familiar, já 29% afirma não haver qualquer problema e 15% diz mesmo que tem sido uma experiência positiva.

No pós-pandemia, a 93% dos inquiridos quer ficar na empresa onde está, e 7% quer desenvolver o seu próprio negócio.

O inquérito mostra ainda que 76% dos inquiridos acredita que vai viajar menos em trabalho, 22%, acredita que vai viajara menos e apenas 2% espera viajar mais.

O estudo da AESE aponta que 33% dos gestores admite que a retoma de actividade e poder de compra vai demorar um ano, mas há 21% que prevê um prazo de dois anos e 15% que aponta para um período superior a dois anos.

O estudo foi realizado entre os dias 4 e 7 de Abril e teve 608 respostas.

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