Uma nova pesquisa revelou que muitos trabalhadores estão a aproveitar as férias para recuperar o sono em vez de viajar, reporta a Dexerto.
O relatório, conduzido pela Amerisleep.com, perguntou a mais de 1.200 norte-americanos como usaram as suas folgas remuneradas no último ano. Mais de um terço admitiu ter utilizado parte delas apenas para descansar em casa. A taxa foi mais elevada entre os Millennials, com 43%, seguida pela Geração X, com 34%, e pela Geração Z, com 33%, enquanto apenas 20% dos Baby Boomers disseram ter tirado folgas para dormir.
Os especialistas afirmam que a tendência destaca como o burnout e as pressões financeiras estão a moldar a forma como os colaboradores vêem as folgas. A coach de sono, Rosie Osmun, explicou que «o descanso tornou-se uma necessidade, não um luxo», enquanto a instrutora de educação financeira, Alex Beene, descreveu os números como um sinal preocupante de uma sociedade «amplamente sobrecarregada».
Em vez de passar o tempo livre a viajar ou a divertir-se, a investigação sugere que muitos norte-americanos estão a optar por ficar em casa, com a maioria a aproveitar dois a três dias de folga por ano especificamente para recuperar da exaustão. Kevin Thompson, CEO do 9i Capital Group, disse à Newsweek que equilibrar o trabalho e as exigências familiares faz com que, muitas vezes, as pessoas «procurem um descanso onde puderem para recarregar as baterias».
Os resultados revelaram ainda que as pessoas com rendimentos mais elevados têm maior probabilidade de utilizar as folgas para dormir do que aquelas com rendimentos mais baixos. Com o aumento dos custos de viagem e a intensificação da carga de trabalho, os especialistas acreditam que mais trabalhadores podem optar por férias em casa no futuro, em vez das férias tradicionais.














