Está num emprego de que não gosta (ou desempregada)? Empreender no digital não só pode assegurar uma carreira sólida como rendimentos acima da média

Human Resources
4 de Março 2022 | 21:00
Está num emprego de que não gosta (ou desempregada)? Empreender no digital não só pode assegurar uma carreira sólida como rendimentos acima da média

De acordo com o Mastercard Index para o Empreendedorismo Feminino, Portugal é o sexto país do mundo com melhores oportunidades e condições de apoio para as mulheres crescerem enquanto empreendedoras.

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Por Joana Sá, fundadora do Girlbosses Hub e da Escola de Liberdade Digital, e criadora de conteúdos da Hotmart

 

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Somos o segundo país da União Europeia com a taxa mais elevada de nascimento de novas empresas. Em paralelo, apenas 20% das novas empresas na Startup Lisboa eram cofundadas por mulheres, há três anos. Se falarmos da indústria tecnológica, o número cai ainda mais: pouco mais de 10%. Apesar de cada vez mais mulheres criarem empresas do zero, dando cartas como empreendedoras, a imagem do empreendedor bem-sucedido e confiante parece manter-se presa a uma figura masculina. Mas a mudança está a caminho.

Acredito que a internet e o mundo digital nos possibilita ser livres. Para trabalhar onde quisermos, com quem quisermos e quebrar esses estereótipos como o do empreendedor unicamente no papel masculino. Dá-nos a oportunidade de viver uma vida criativa e entusiasmante. Tudo isto é muito aliciante hoje em dia, mas igualmente assustador para muitas mulheres com pouco tempo no fim do dia e com muitos medos que bloqueiam a acção.

Através Escola da Liberdade Digital, vi centenas de mulheres passarem de desempregadas ou num emprego que não as fazia feliz nem valorizava, a mulheres com negócios de sucesso nas mais diferentes áreas. Vi jovens estudantes com pouca experiência a passarem a ser mulheres com carreiras consolidadas no digital e rendimentos muito acima da média dos ordenados nacionais.

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Vejo cada vez mais mulheres que desejam empreender no digital, seja ensinando online com a venda de infoprodutos e serviços, seja com produtos físicos (e-commerce), softwares e parcerias com marcas.

Enquanto, no passado, as pessoas encontravam segurança nos seus empregos que consideravam garantidos, mesmo que os mesmos afectassem as suas vidas pessoais, hoje, ao verem tantos casos de sucesso, começam a perder o medo de sair da sua zona de conforto. Desejam tornar-se nas CEO da sua vida, como se costuma dizer no mercado digital.

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A liberdade geográfica, por poderem trabalhar a partir de qualquer lugar ou de casa; o pouco risco financeiro devido ao baixo ou nulo investimento inicial; a flexibilidade de horários, com a possibilidade da criação das próprias rotinas que vão ao encontro do dia-a-dia e vida familiar de cada pessoa; ou fazer o que amam tendo rendimentos muito superiores aos ordenados que costumavam ter; são algumas das vantagens que o empreendedorismo digital tem para oferecer, com este modelo de negócio onde ensinamos online através dos nossos cursos, mentorias e outros formatos de serviços como consultoria e consultas online. Se tem um conhecimento ou habilidade então pode rentabilizá-lo na internet.

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Há quem diga que “empreender é difícil”. Não discordo, mas para mim seria muito mais difícil estar num emprego de que não gosto, a trabalhar horas extra, receber pouco e não ter liberdade. Quando comecei o meu negócio, em 2019, não fui à procura do mais fácil, mas sim do que me preenchia e que me dava uma vida melhor. Por isso, é preciso perceber que, se queremos mesmo ser empreendedores e empresários, temos de fazer o que é preciso e não apenas o que é fácil.

Além disso, o digital é mágico porque não tem idade para nos lançarmos nem nos obriga a ter um certo tempo de experiência profissional. Não precisamos de ficar inibidas por causa da nossa idade, do tempo que temos de experiência, da nossa aparência, do nosso género ou etnia. No digital, o que importa é o valor que adicionamos com a nossa marca pessoal e conhecimentos. Com a estratégia digital correta, é possível tornarmo-nos numa autoridade na nossa área muito mais rápido do que demoraria pelo caminho tradicional no meio offline.

Há profissionais excepcionais e cheios de potencial que demoram mais de uma década para serem reconhecidos nos seus empregos. Outros nunca o chegam a ser. Enquanto existem profissionais que em menos de dois anos se tornam referência porque estão presentes no digital. Esse foi o meu caso e este é o poder da marca pessoal na internet.

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Quando comecei, eu não me imaginava a ensinar, nem no papel de mentora e professora. Mas o facto é que quando descobri o quão gratificante era ensinar o que sabia aos outros, e vê-los a ter grandes resultados com isso, eu já não me imaginava a fazer mais nada. Além disso, toda a liberdade e rentabilidade que este negócio proporciona comparativamente a outros modelos é, sem dúvida, o sonho de qualquer empreendedor.

A verdade é que podemos dar 1001 motivos para não começar – porque temos medo da opinião dos outros, de nos expor em vídeos ou de fazer um discurso de vendas -, mas enquanto isso, outros estão a viver o sonho da liberdade. As segundas-feiras deixam de ser o dia mais chato da semana, porque todos os dias trabalhamos para nós e com o que gostamos. As férias deixam de estar limitadas a 22 dias por ano e podemos viajar quando quisermos. Tratar da saúde e fazer exercício físico a meio do dia passa a ser possível, sem stress. Mais tempo de qualidade para nós e para a família. São algumas das mudanças que acontecem na vida de quem se lança no mundo digital. No que toca à parte financeira, falamos de segurança para muitas mães, independência para muitas mulheres, conforto para muitas famílias e sonhos antigos que nunca se realizariam de outra forma.

Então não te deixes mais paralisar. O que não falta por aí são pessoas cheias de potencial e ideias, mas com pouca acção, e outras que fazem muito mais com menos conhecimento e experiência porque estão dispostas a errar e aprender. Empreendedorismo e liberdade podem e devem ser sinónimos.

 

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