Empregado precisa-se. Há 140 mil trabalhadores em falta nestas áreas

Há empresas portuguesas em sectores-chave da economia que estão a debater-se com a falta de mão de obra. Só na construção e imobiliário estão em falta 70 mil operários, número que sobe para os 140 mil se lhe juntarmos as actividades de alojamento e restauração, a metalurgia e metalomecânica e a indústria têxtil e do vestuário.

 

De acordo com o Jornal de Notícias, apenas o calçado assume não ter grandes necessidades imediatas, a não ser “pontuais” e em “zonas de forte concentração” do setor. Já na construção, a situação é preocupante. No último inquérito trimestral da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) à atividade, relativo ao segundo trimestre, 74% das empresas apontaram a falta de mão de obra especializada como “um dos maiores constrangimentos ao exercício da sua atividade”.

Reis Campos, presidente da AICCOPN, reclama um “regime especial de mobilidade transnacional” que permita trazer para o país profissionais que trabalham nas construtoras portuguesas no exterior, mas também que se atue na formação profissional, lamentando a concentração desta nas escolas, que orientam os alunos para cursos profissionais sem correspondência com as efetivas necessidades.

No mesmo sentido, a presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, Cristina Siza Vieira, assume que na hotelaria, “há falta de trabalhadores desde o ‘staff’ até ao serviço de apoio. (…) Às vezes nem sequer há as pessoas necessárias para abrir um hotel que já está pronto em termos de infraestruturas”.

No que diz respeito ao têxtil, as empresas já estão a recrutar trabalhadores no estrangeiro, especialmente em países da Ásia, como Nepal, Índia, Paquistão e Bangladesh, para desempenharem funções de costureiros, operadores de máquinas e outras tarefas nas áreas da tinturaria e dos acabamentos.

Entre os argumentos mais comuns para justificar a falta de trabalhadores nestes setores é que muitos destes profissionais são atraídos pelos valores salariais e condições oferecidas noutros países, mas também é um facto que nas áreas que estão a criar mais emprego não estão a ser formados profissionais suficientes para o nível de procura actual.

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