Emprego atinge nível recorde no terceiro trimestre do ano. Conheça os números

Margarida Lopes
9 de Novembro 2023 | 08:30
Emprego atinge nível recorde no terceiro trimestre do ano. Conheça os números

A Randstad Portugal publicou a sua análise aos resultados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) no terceiro trimestre de 2023. No período analisado registou-se um aumento do número de empregados em mais 26.800 pessoas do que no trimestre anterior, o que significa que foi alcançado um número recorde de profissionais no mercado de trabalho português, 5.015.500 profissionais.

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O desemprego também registou um aumento de 1400 pessoas face ao segundo trimestre deste ano. Também a taxa de desemprego atinge a estabilidade, situando-se nos 6,1%. A taxa correspondente ao grupo das mulheres situou-se, assim, nos 6,7% e a dos homens nos 5,5%.

Ao analisar o período homólogo, é possível perceber que o emprego registou um aumento de 86.400 profissionais, isto é, uma subida de 1,8%. Também a população activa apresenta um aumento de 122.900 pessoas face ao terceiro trimestre de 2022 e o desemprego mostra um crescimento em 13.700 indivíduos relativamente ao período homólogo.

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A análise revela que, entre os trabalhadores por conta de outrem (assalariados), houve um crescimento em 35 mil pessoas. Foi registado um aumento tanto dos contratos sem termo (+39.100 contratos), como dos contratos com termo (+1400 contratos). Foi, contudo, verificada uma diminuição no grupo dos trabalhadores por contra própria, em 8200 indivíduos.

Em termos de faixas etárias, a análise revela que, nos jovens dos 16 aos 34 anos de idade, registou-se um aumento do emprego em 12.100 profissionais. No grupo dos 45 aos 54 anos, a subida foi de 11.400 pessoas, enquanto na faixa dos 55 aos 64 anos, o aumento registado foi de 9700 pessoas. Ainda no grupo dos profissionais com mais de 65 anos, foi registado um crescimento em 5900 indivíduos. A pesquisa revela, assim, que, no terceiro trimestre do ano, o emprego cresceu em todos os grupos etários, excepto na faixa dos 35 aos 44 anos.

Relativamente a sectores de actividade, é possível perceber, com base neste estudo, que o emprego cresceu apenas no sector dos serviços, em 43.700 profissionais. Os sectores da indústria e agricultura registaram quedas em 5400 pessoas e 11.500 pessoas, respectivamente, face ao último trimestre deste ano. Alguns subsectores correspondentes à categoria dos serviços, como as actividades administrativas, serviço de apoio, da educação, e actividades de saúde humana e apoio social notaram também um decréscimo no número de profissionais.

A análise a partir dos dados fornecidos pelo INE também é focada na situação do teletrabalho no país no terceiro trimestre do ano. Do total de 5.015.500 profissionais empregados, apenas 17,5% indicaram ter a possibilidade de trabalhar a partir de casa, o que corresponde a 877.300 indivíduos. Isto implica um decréscimo trimestral de 127 mil profissionais em regime de teletrabalho (-8,6%).

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E é a Área Metropolitana de Lisboa o local que apresenta a maior percentagem de indivíduos em teletrabalho, com um valor de 39,8%, o que corresponde a 388.200 profissionais. Já a região dos Açores é aquela que apresenta uma menor proporção relativamente ao teletrabalho, com apenas 7,4% (8200 profissionais).

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