Emprego público cresce 3,7% e supera nível de 2011

Human Resources
17 de Agosto 2021 | 14:45
Emprego público cresce 3,7% e supera nível de 2011

O emprego público registou um aumento de 3,7% no segundo trimestre deste ano, para 731.258 postos de trabalho. É o maior aumento homólogo (face ao trimestre do ano precedente) da série oficial, divulgada pelo Ministério da Administração Pública (AP), e é também o maior valor absoluto destes registos, adianta o Dinheiro Vivo.

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Significa que Portugal tem agora mais 25.774 funcionários públicos do que há um ano, o que reflecte bastante bem a política de reforço de profissionais (sobretudo na Saúde e Educação) para responder à pandemia.

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Segundo os dados da Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP), uma publicação trimestral da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), o emprego na AP supera assim o anterior máximo deste série, atingido no último trimestre de 2011 (727.785 postos).

No entanto, a publicação mostra que o grosso da criação de empregos está concentrada nos vínculos mais precários. Entre meados de 2020 e agora, quase 60% da criação de emprego total foi através de contratos a prazo.

De acordo com DGAEP, dos 25,7 mil novos empregos criados, mais de metade (58% do total), cerca de 15 mil são contratos a termo. A subida neste tipo de vínculo foi de quase 19% em termos homólogos, o que compara com mais 3,6% no emprego total público.

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Os contratos por tempo indeterminado somam apenas 9391 postos de trabalho face a Junho de 2020.

A direcção-geral refere que «a 30 de Junho de 2021, o emprego no sector das administrações públicas situou-se em 731.258 postos de trabalho, superando o valor registado no início desta série, com um aumento de 3473 postos de trabalho, correspondente a mais 0,5% face a 31 de Dezembro de 2011».

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O aumento homólogo de 3,7% no emprego público total é «distribuído essencialmente entre a administração central (+3,8%, correspondente a mais 20.012 postos de trabalho) e a administração local (+3,6%, correspondente a mais 4399 postos de trabalho)».

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As carreiras que mais contribuíram para o aumento homólogo do emprego na administração central foram «as carreiras de assistente operacional (+5088), de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+3857), de técnico superior (+2871), de enfermeiro (+2726), das Forças Armadas (+1694), de médico (+1064) e de técnico de diagnóstico e terapêutica (+657)», diz também a DGAEP.

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