A fabricante de material eléctrico IsoSigma, que já atribui prémios de produtividade equivalentes a dois salários por ano, decidiu passar a redução do imposto em um ponto percentual, aprovada no âmbito do debate do Orçamento do Estado para 2025, para os seus 48 trabalhadores, avançou o Jornal de Negócios.
Desde 2018 que a IsoSigma tem vindo a reforçar a sua política de prémios de produtividade, atribuídos segundo critérios de avaliação, que têm correspondido, grosso modo, a mais dois salários anuais. Agora, com a redução do IRC em um ponto percentual para 20%, os 48 trabalhadores da IsoSigma irão receber o equivalente a um terceiro salário adicional.
«É nossa intenção converter a diminuição do IRC para os trabalhadores da IsoSigma», revelou Luís Mesquita de Araújo em declarações à publicação. «Pelas nossas contas, estaremos a falar num valor de entre 40 a 50 mil euros, o que poderá dar, em média, mil euros a cada funcionário, sendo que a isso ainda poderá acrescentar prémios de produtividade», explicou o gestor.
A empresa pretende, assim, «tratar os trabalhadores como se accionistas fossem, recebendo uma parte dos lucros da empresa. Eles são a parte mais importante do negócio e sem eles não teríamos os resultados que temos», sublinhou Araújo.
A IsoSigma prevê fechar 2024 com lucros de 2,2 milhões de euros, multiplicando quase por quatro o resultado obtido no exercício anterior. Já o EBITDA (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) deverá “passar de 2,4 milhões em 2023 para quatro milhões de euros este ano».














