Empresas criadas em Portugal o ano passado aumentaram 9,6%

Human Resources com Lusa
27 de Janeiro 2022 | 13:30
Empresas criadas em Portugal o ano passado aumentaram 9,6%

Em Portugal nasceram durante o ano passado 41.656 novas empresas, um crescimento de 9,6% face a 2020, mas ainda assim 15,9% abaixo de 2019, de acordo com o barómetro da Informa D&B.

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«Ao longo do ano passado, a constituição de empresas mostrou-se dependente da evolução da pandemia e respectivas medidas de combate, com meses mais favoráveis entre Março e Julho, depois de um início de ano ainda marcado pelo confinamento», de acordo com o documento.

No entanto, «o ano termina com um sinal positivo, com a evolução trimestral a mostrar, a partir do segundo trimestre, uma aproximação aos valores de 2019», adiantou a Informa D&B, acrescentando que «a forma desigual como a pandemia atingiu os diversos sectores de actividade reflecte-se de forma clara no maior ou menor vigor que o empreendedorismo está a manifestar em cada um desses sectores».

Assim, «durante o ano de 2021 nasceram em Portugal 41.656 novas empresas», sendo que «este valor representa um crescimento de 9,6% face a 2020, mas ainda 15,9% abaixo de 2019, o último ano antes da pandemia, colocando o empreendedorismo em valores semelhantes aos de 2017».

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De acordo com a Informa D&B, «entre todos os sectores, as Actividades imobiliárias (+5,4%), as Tecnologias de informação e comunicação (+3,4%) e a Agricultura e outros recursos naturais (+1,7%) destacam-se pela vitalidade que estão a demonstrar na criação de novas empresas».

Em sentido contrário, destacou a Informa D&B, «os sectores dos Serviços gerais (-26%) – em especial os serviços turísticos –, o Alojamento e restauração (-27%) e os Transportes (-55%) mantêm no final de 2021 quedas acentuadas na criação de novas empresas face a 2019».

O barómetro revelou ainda que «em 2021 encerraram 12.900 empresas, menos 13,6% do que no período homólogo e menos 27,5% do que em 2019», de acordo com a mesma nota.

«Todos os sectores registaram níveis inferiores a 2019 e apenas o setor da construção tem em 2021 mais encerramentos do que em 2020», sendo que «no mesmo período, iniciaram um processo de insolvência 1.951 empresas, o que representa uma descida de 14,1% face a 2020 e de -11,3% face a 2019», afirma.

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«A esmagadora maioria dos sectores de actividade encontra-se em níveis inferiores a 2019, apenas com as excepções do Alojamento e restauração (+90 novos processos) e dos Serviços Gerais (+31 novos processos)», acrescenta.

De acordo com o barómetro, em sentido inverso, encontra-se «a indústria, onde normalmente surgem mais insolvências e foi o setor que registou a maior descida, com menos 196 processos em 2021 quando comparado com 2019, com o subsetor de têxtil e moda a contribuir de forma significativa para esta descida».

A consultora acredita que, «em conjunto com a criação de novas empresas, a evolução futura de encerramentos e insolvências, quer em número, quer na sua expressão setorial, vai trazer pistas importantes sobre a renovação de todo o tecido empresarial», garantindo que, «neste momento, a situação é ainda incerta, pois envolve variáveis de sinal contrário».

«Entre essas variáveis», prosseguiu a Informa D&B, «encontram-se os apoios que o Estado pôs à disposição das empresas, sejam ajudas diretas à liquidez, lay-offs ou moratórias de crédito, apoios que podem não ser suficientes para sustentar algumas empresas».

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Ainda assim, referiu, «é muito provável que o Estado tenha em conta esta possibilidade, pesando não apenas os riscos de desemprego, mas também o momento em que tal situação possa acontecer», destacando que «é diferente que um aumento de encerramentos e insolvências ocorra numa altura em que o tecido empresarial mostra maior dinamismo, com maior número de empresas a ser criadas e a crescer, do que num momento como o actual».

A Informa D&B analisou ainda os atrasos nos pagamentos das empresas a fornecedores, concluindo que estão «em níveis muito superiores à média europeia», sendo que «no final de 2021 a média no atraso era de 25,4 dias, um valor próximo dos 26 dias que se registava antes da pandemia».

Assim, «na totalidade do tecido empresarial, 17,3% das empresas pagam dentro dos prazos acordados com os fornecedores, cerca de dois terços pagam com um atraso até 30 dias e 7,0% registam atrasos superiores a 90 dias», concluiu.

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