Empresas de tecnologia do Brasil e Portugal premiadas em concurso de inovação em Macau

Human Resources com Lusa
29 de Outubro 2021 | 18:30
Empresas de tecnologia do Brasil e Portugal premiadas em concurso de inovação em Macau

Cinco startups portuguesas e brasileiras foram premiadas num concurso de inovação e empreendedorismo organizado em Macau, dedicado às empresas de tecnologia de Portugal e do Brasil, foi hoje anunciado.

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O concurso, organizado pela primeira vez pela Direção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) do território, tem como objectivo, de acordo com um comunicado, «intensificar a cooperação» com os países de língua portuguesa em «matéria de inovação de ciência e tecnologia».

O júri, composto por 10 membros, incluindo representantes de investidores, instituições financeiras, investigadores científicos e empresários de tecnologia, premiou cinco empresas nesta primeira edição.

O projecto da Biosolvit, empresa brasileira de biotecnologia na área da proteção ambiental, obteve o primeiro prémio, no valor de 100.000 patacas (10.786 euros).

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Em segundo e terceiro lugar ficaram o projecto da Nu-Rise, uma startup de Aveiro na área da radioterapia, e o da Ryapurtech, empresa igualmente de Aveiro, na área de biofármacos, tendo-lhes sido atribuídos prémios monetários de 80.000 patacas (8629 euros) e 50.000 patacas (5393 euros), respectivamente.

Foram ainda atribuídas mais duas distinções, ambas a empresas brasileiras, no valor de 30.000 patacas (3235 euros), ao projeto Bioo (“Prémio de Maior Potencial de Desenvolvimento na Área da Baía”) e ao projecto Pocket Clinic, que desenvolve soluções de saúde para diabéticos (“Prémio de Transferência do Valor Científico e Tecnológico”).

Com a realização deste concurso, a DSEDT espera «reforçar a função [do território] como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa» e «explorar mais projectos inovadores de ciência e tecnologia do Brasil e de Portugal», «ajudando-os a instalarem-se em Macau» e permitindo «a expansão dos seus negócios no interior da China».

Além dos prémios monetários, as empresas vencedoras poderão visitar a zona da Grande Baía e contactar «com as instituições de investimento e financiamento e incubadoras do interior da China e de Macau».

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O concurso contou com a participação de um total de 20 projectos, recomendados por oito incubadoras e instituições de ensino superior de Portugal e do Brasil.

Organizado pela DSEDT, em colaboração com o Centro de Incubação de Negócios para os Jovens de Macau, Banco da China e a empresa Parafuturo de Macau, o concurso também se destina a contribuir para a “diversificação (…) da economia” do território, muito dependente da indústria dos casinos e do turismo chinês.

No final de setembro, o Governo de Macau afirmou que quer apostar na cooperação em «campos emergentes» com os países lusófonos, incluindo na área da tecnologia e proteção ambiental, no âmbito da criação do projecto chinês da mega-metrópole da Grande Baía.

Nessa altura, o chefe do Governo do território, Ho Iat Seng, sublinhou que Macau pretende «maximizar o seu papel» como plataforma «de intercâmbio e cooperação (…) com os países de língua portuguesa e a Região do Pan-Delta do Rio [das Pérolas]».

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A Grande Baía é uma região com mais de 80 milhões de habitantes que Pequim está a formar e que integra as regiões administrativas especiais chinesas de Macau e Hong Kong e nove cidades da província de Guangdong.

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