Empresas do Norte com «crescente preocupação» sobre factores ambientais

Human Resources com Lusa
9 de Novembro 2023 | 17:20
Empresas do Norte com «crescente preocupação» sobre factores ambientais

As empresas portuguesas inquiridas num estudo apresentado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), a maioria do Norte, assinalam uma «crescente preocupação» quanto a factores ambientais, disse à Lusa um sócio da KPMG.

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«Vemos que existe uma crescente preocupação na gestão destas empresas para conseguirem, no final do dia, ter uma incorporação no seu processo diário, de processo rotineiro, quer das alterações climáticas, quer das preocupações ambientais», disse à Lusa Pedro Loureiro, sócio da consultora KPMG para temas de governança ESG (ambiental, de sustentabilidade e corporativa).

O sócio da KPMG participou numa conferência sobre o Impacto de Dados e Análise de Risco no contexto ESG de Mudanças Climáticas e Estabilidade Financeira, no polo do INESC-TEC na FEUP, apresentando um estudo que abrangeu 2000 empresas, cerca de 1200 das quais na região Norte.

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«Numa parte muito significativa estamos a falar de empresas do Norte», apontou.

A aplicação de factores ESG na gestão das empresas, sobretudo pequenas e médias (PME), dá-se, para já, maioritariamente em empresas tecnológicas do sector financeiro, regulador, alimentar e da agricultura.

«Todas estas pequenas empresas tecnológicas, sejam estas fintechs [tecnológicas financeiras], sejam estas pequenas empresas tecnológicas muito dinâmicas, estão a conseguir aproveitar estas dimensões», reconheceu Pedro Loureiro.

Segundo o sócio da KPMG, «na questão dos dados e da informação, se se conseguir ter processos de recolha de informação que permitam, depois, que quer as PME, que quer estas empresas ajudem as PME no seu processo de decisão em função desta informação», isso será «muito importante».

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Em causa estão dados como as emissões de dióxido de carbono, processos de produção ou dados a nível social, explicou, materializando-se «num resultado que seja palpável» ao nível de «algoritmos, modelos e ferramentas para melhorar a tomada de decisão».

«Sem a informação, sem os dados, não vou conseguir tomar uma decisão consciente, e por isso existe um crescimento muito grande nesta área», disse Pedro Loureiro à Lusa.

Porém, apesar desta dimensão ser «cada vez mais uma prioridade», existe ainda «um atrasar desta prioridade em função de todos os acontecimentos» geopolíticos atuais.

«O que sentimos é que falta dar um passo para a sua concretização, em função de todos os processos que estão em curso, e todos os processos que acontecem a nível mundial e influenciam as empresas», referiu.

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Segundo o consultor, o tecido empresarial português não tem, «muitas vezes, o motor ou a força que é necessária para fazer» as mudanças ao nível da sustentabilidade.

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