Empresas europeias alertam que o maior ciberrisco está no factor humano

A Kaspersky lançou um novo estudo.

Margarida Lopes
11 de Setembro 2026 | 12:50
Empresas europeias alertam que o maior ciberrisco está no factor humano

Um novo estudo da Kaspersky revela que 82% das organizações na Europa consideram as pessoas como o principal factor de risco para um potencial ciberataque bem-sucedido contra a sua empresa, superando até os processos e controlos técnicos (75%).

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Entre os três principais riscos constam a falta de políticas de segurança eficientes (24%), a insuficiência de conhecimentos especializados entre os profissionais de segurança (23%) e a elevada carga de trabalho das equipas de TI e de segurança informática (22%) – cada um destes factores foi apontado por quase um quarto dos inquiridos.

Os atacantes recorrem cada vez mais ao factor humano, desde técnicas de engenharia social que levam os colaboradores a partilhar dados sensíveis até configurações incorrectas que passam despercebidas devido à sobrecarga das equipas. Mesmo os incidentes de elevada gravidade são frequentemente desencadeados por engenharia social, em que uma única tentativa de engano convincente conduz a uma falha crítica provocada pelo fator humano. Apesar dos avanços na automatização, o factor humano continua a ser determinante para o sucesso dos ciberataques.

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De acordo com o novo estudo do Centro de Investigação Interna da Kaspersky, o primeiro factor que aumentam a probabilidade de ciberataques bem-sucedidos é referido por 24% das empresas europeias e refere-se à falta de políticas de segurança eficientes, incluindo a criação e manutenção de passwords e a criação de backups.

O segundo factor, referido por 23% dos inquiridos europeus, é a falta de conhecimentos especializados e de experiência entre os profissionais de segurança e de TI. Este desafio afecta directamente a capacidade das organizações para identificar, analisar e responder às ameaças modernas. Esta preocupação é global e particularmente evidente em alguns países, onde são registadas percentagens mais elevadas, nomeadamente no México (30%), na Colômbia (29%), na Turquia (28%) e na Alemanha (27%).

Por fim, referido por 22% das organizações europeias, é a elevada carga de trabalho nas áreas de TI e segurança. Esta percentagem sobe, a nível mundial, para 27% nas empresas de média dimensão e para 26% nas grandes empresas, onde o número de processos e tarefas é superior. Quando as equipas especializadas estão sobrecarregadas, dispõem de menos tempo para uma defesa proativa, o que, por sua vez, aumenta a probabilidade de erros ou de incidentes passarem despercebidos.

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