Empresas gazela estão a crescer em Portugal. Já são mais de 2000 (e empregam 71 mil trabalhadores). Sabe o que são?

Margarida Lopes
15 de Janeiro 2026 | 11:50
Empresas gazela estão a crescer em Portugal. Já são mais de 2000 (e empregam 71 mil trabalhadores). Sabe o que são?

De acordo com os dados do Insight View da Iberinform, existem actualmente 2100 empresas gazela em Portugal, mais 871 empresas que em 2024, onde o total foi de 1229.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Juntas, as empresas gazela empregam mais de 71 mil pessoas. No último exercício de 2024, alcançaram um volume de negócios total de 5.597 milhões de euros, o que representa um aumento de 37,7% em relação ao ano anterior.

Estas empresas são definidas por possuírem menos de cinco anos de existência, terem gerado pelo menos dez empregos e alcançado um crescimento médio anual superior a 20%, seja em volume de negócios ou no número de empregados, nos últimos três anos.

Embora representem uma parcela reduzida do tecido empresarial, as empresas gazela são fundamentais para a economia. Elas criam postos de trabalho, fomentam a inovação e contribuem para o desenvolvimento económico das regiões onde estão inseridas.

Continue a ler após a publicidade

O estudo destas empresas identifica os sectores com maior concentração, Construção e Imobiliário (25%), Hotelaria e Restauração (17,9%) e Consultoria (12,2%), que em conjunto representam 55,1% do total.

As actividades destas empresas estão distribuídas por 339 categorias distintas da Classificação das Actividades Económicas (CAE). Entre as mais relevantes, destacam-se construção de edifícios e restaurantes tradicionais, que representam 15% e 10% das empresas gazela, respectivamente. Outras actividades significativas incluem actividades de consultoria para os negócios (3%) actividades de programação informática (3%).

No que diz respeito à distribuição geográfica, destacam-se Lisboa (32%), Porto (18%), Braga (9%), Setúbal (7%), Faro (6%).

Contudo, o crescimento acelerado nem sempre significa estabilidade financeira. Segundo a Iberinform, 25% das empresas gazela apresentam um risco elevado de incumprimento, 29% têm um risco médio e apenas 46% são classificadas como baixo risco.

Continue a ler após a publicidade

Este ano, 53% das empresas gazela optaram por constituir-se como sociedades por quotas, demonstrando a preferência por formas jurídicas que exigem menor capital inicial.

Apesar do crescimento, menos de 1% destas empresas atingiram a dimensão de grandes empresas. A maior parte mantém-se no grupo das pequenas empresas (60%), enquanto 5% são classificadas como médias empresas.

Partilhar


Mais Notícias