Empresas não têm talentos suficientemente qualificados para lidar com a IA, dizem os líderes

Margarida Lopes
30 de Maio 2025 | 10:40

O primeiro “People Readiness Report” da Kyndryl revela que 95% das empresas já investiram em Inteligência Artificial (IA), mas 51%  dos líderes empresariais acreditam que as suas organizações não possuem talentos suficientemente qualificados para lidar com a IA.

 

O estudo mostra que 71% dos líderes empresariais dizem que as suas equipas ainda não estão preparadas para utilizar esta tecnologia com sucesso e 45% dos CEOs consideram que a maioria dos colaboradores é resistente ou até abertamente hostil em relação à IA. Apenas 14% das empresas estão a implementar IA para uso comercial das suas equipas.

A prontidão das equipas de trabalho varia por sector. As empresas do sector bancário/serviços financeiros e seguros evidenciam maior nível de preparação, enquanto as empresas do sector de saúde parecem estar a ficar para trás.

Segundo o estudo, apesar das várias tentativas de implementação, a maioria das organizações ainda não está a tirar partido das mais-valias de casos de estudo transformadores que poderiam impulsionar novos produtos e serviços para os seus clientes. As ferramentas de IA generativa são as mais populares entre os investigadores, mas apenas quatro em cada 10 líderes dizem utilizar dados gerados por IA para melhorar a tomada de decisão ou impulsionar o crescimento dos negócios.

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Apenas 1/5 dos líderes afirma que o principal exemplo de utilização de IA nas suas empresas passa pelo desenvolvimento de novos produtos e serviços para os clientes.

Contudo, a pesquisa também revela que um pequeno subgrupo de pioneiros (AI Pacesetters) tem aproveitado a IA para potenciar o crescimento dos negócios enquanto trabalha a prontidão das equipas de trabalho. Estes pioneiros estão a tomar decisões estratégicas em relação às equipas de trabalho e toda a empresa acaba por colher os frutos destas decisões. Os principais obstáculos identificados pelo estudo para a adopção da IA são os seguintes:

  • Gestão de mudanças organizacionais: Os tais pioneiros em IA têm três vezes mais probabilidades de implementar uma estratégia de mudança na gestão dos procedimentos de trabalho;
  • Falta de confiança dos colaboradores na IA: Os mesmos pioneiros em IA têm 29% menos probabilidade de citar receios ligados ao impacto da IA para garantir maior envolvimento dos colaboradores;
  • Lacuna de competências: Pioneiros em IA têm 67% mais probabilidade de afirmar que a sua empresa possui ferramentas e processos para mapear com precisão as competências que os colaboradores já detêm. Quatro em cada dez revelam não ter desafios significativos relacionados com as competências.

 

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O estudo teve por base uma amostra de mais de 1000 executivos seniores de 25 sectores de actividade e oito regiões geográficas diferentes.

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