A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) chegaram a acordo e assinaram a revisão do contrato colectivo de trabalho, que assegura aumentos salariais para um universo directo de 4200 enfermeiros dos hospitais privados portugueses e melhora o enquadramento da função.
Em termos remuneratórios, este acordo estabelece um aumento médio de 3% das retribuições e um ajuste do valor diário do subsídio de alimentação, que sobe para 5,8 euros. Estas alterações aplicam-se retroactivamente, a partir do dia 1 de Janeiro deste ano.
A categoria profissional de enfermeiro passa a contemplar cinco níveis:
a) Enfermeiro de ingresso;
b) Enfermeiro;
c) Enfermeiro assistente I;
d) Enfermeiro assistente II;
e) Enfermeiro assistente III
Enquanto a categoria profissional de enfermeiro perito engloba dois níveis:
a) Enfermeiro perito graduado;
b) Enfermeiro perito graduado sénior.
No momento da assinatura, o mandatário do SEP reconheceu que «as suas propostas tiveram uma resposta positiva da APHP, pela alteração do paradigma das compensações inerentes ao trabalho dos enfermeiros e agora introduzidas no CCT, comportando maior justiça e equidade na estrutura remuneratória e, concomitantemente, construindo-se uma carreira mais digna para os enfermeiros da hospitalização privada».
Para Oscar Gaspar, presidente da APHP, «o reconhecimento e valorização dos profissionais de saúde, e neste caso concreto dos enfermeiros, é absolutamente fundamental para que os hospitais privados continuem a prestar serviços de excelência e contribuam de forma decisiva para a saúde dos portugueses».














