Entrevista a Carla Carvalho, JCDecaux: O compromisso diário de colocar as pessoas no centro

Sabem aquele que é identificado em quase todos os estudos como um os principais desafios da Gestão de Pessoas, a atracção e retenção de talento? Pois bem, na JCDecaux não é, “deixa escapar” Carla Carvalho, a directora de Recursos Humanos. E não é por não estarem a recrutar, mas porque os seus colaboradores fazem de verdadeiros embaixadores. Também não será alheio o facto de colocarem as pessoas no centro, em tudo o que fazem.

Por Ana Leonor Martins | Fotos Nuno Carrancho

 

Carla Carvalho entrou na JCDecaux há menos de dois anos, em Novembro de 2023, mas nas suas palavras já se percebe um genuíno sentimento de pertença. É aliás essa uma das características que, para a directora de Recursos Humanos, distingue esta empresa de publicidade exterior. É isso que recorda dos primeiros dias, o entusiasmo com que lhe falaram da empresa e partilharam histórias. E o sentimento é transversal, das pessoas com muitos anos de casa aos jovens que estão a entrar. Até porque apostam num sistema de referenciação, para ter a certeza de que há match com o ADN e a cultura JCDecaux, uma cultura onde orgulho coexiste com compromisso e responsabilidade. Mas também há desafios, e um deles é clarificar a proposta de valor. Porque «são muitas as características que tornam a JCDecaux um lugar único para trabalhar».

 

Integrou a JCDecaux em Novembro de 2023. O que a fez aceitar o desafio?
O papel de serviço público que a JCDecaux desempenha nas cidades foi um dos principais factores que me motivou. A empresa vai muito além da publicidade: disponibiliza equipamentos urbanos que melhoram a experiência dos cidadãos, como abrigos de passageiros – paragens de autocarro –, painéis informativos, relógios e outros suportes com utilidade concreta no dia-a-dia urbano. Esta missão de utilidade pública, aliada a um compromisso com a qualidade, a sustentabilidade e a valorização do espaço público, é verdadeiramente diferenciadora.

Para além disso, integrar uma empresa líder de mercado, que está na vanguarda da digitalização do Out-of-Home (DOOH), e poder contribuir para o desenvolvimento estratégico da área de Recursos Humanos – em particular na atracção, desenvolvimento e retenção de talento – também foram elementos decisivos para abraçar este desafio com entusiasmo.

 

A realidade que encontrou correspondeu às suas expectativas? O que recorda dos primeiros, dias, o que mais a “marcou”?
Em retrospectiva, sem dúvida que a JCDecaux correspondeu às minhas expectativas. Quando recordo os meus primeiros dias, consigo reviver a calorosa recepção que recebi por parte de todos os colaboradores. O que mais me marcou foi o entusiasmo e carinho que todos demonstraram, foram muitas as partilhas de acontecimentos que fizeram parte da história da JCDecaux e que me ajudaram a compreender o ADN da empresa. A empatia, disponibilidade e entreajuda que senti desde o primeiro dia são marcos importantes que guardarei sempre.

 

Esse entusiasmo e partilha de acontecimentos da história da empresa denota orgulho e sentimento de pertença… Algo que vai sendo cada vez mais raro encontrar nas empresas… Já sabe qual é o segredo?
Para mim, o segredo passa por ter uma liderança inspiracional que funciona pelo exemplo e pela verdadeira amizade e preocupação com que cuidamos uns dos outros. Funcionamos como uma verdadeira equipa, todos se apoiam e colocamos o sucesso da empresa no centro do que fazemos. Partilhamos um profundo orgulho, sim, em “Ser JCDecaux”, e este sentimento ultrapassa gerações. Temos pais e filhos a colaborarem com a JCDecaux, jovens que, desde cedo, ouviram com enorme admiração as políticas de Recursos Humanos implementadas pela empresa, e o respeito e a consideração que existe por cada colaborador é algo inato à JCDecaux.

 

Tendo muitas pessoas com décadas de anos de casa, mas também novas gerações a entrar, não receiam que esse espírito se perca?
A dinâmica de ter baby boomers, geração X, millennials e geração Z numa mesma empresa, inclusive numa mesma equipa, é desafiante. Sobretudo porque o mundo do trabalho tem vindo a sofrer alterações, e as expectativas das diferentes gerações são também diferentes.

Este é um ponto fundamental que consideramos em todas as políticas Recursos Humanos. O espírito de pertença é algo que tem de ser mantido vivo, e para isso as organizações devem desenvolver iniciativas de partilha, de teambuilding, de união e de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

 

Que tipo de iniciativas?
Desenvolvemos diversos eventos que promovem este espírito, como o Conecta, um evento anual de partilha da estratégia para o novo ano e de resultados do ano anterior; o Dia Recreativo, um dia passado na praia com actividades lúdicas e de lazer; e a Celebração dos Aniversários, onde todos os meses nos juntamos, durante 30 minutos, na área social do escritório, para celebrar os aniversários do mês anterior, e são momentos muito animados, onde, entre uma fatia de bolo e outra, vamos tentando adivinhar como eram os colegas na sua infância.

Mas posso dar outros exemplos, como a celebração do Dia da Criança, em que convidamos os filhos dos colaboradores a passarem o dia na JCDecaux e, assim, a conhecerem o trabalho dos pais, num ambiente divertido, com animadores, teatro e insufláveis; ou o jantar de Natal, que é sempre uma noite de união e celebração.

Temos sempre em conta pontos de motivação, considerando cada público-alvo, para garantir o propósito e o sucesso destes eventos.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de Setembro (nº. 177) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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