
Entrevista a Joana Amaral, Pingo Doce: «O talento é valioso e não pode ser desperdiçado.»
Uma das grandes prioridades no Pingo Doce é «fazer crescer o negócio através das pessoas e do seu desenvolvimento». Todas as pessoas. Conscientes de que «o talento é valioso e não pode ser desperdiçado», promovem uma cultura onde a diversidade é acolhida e a inclusão praticada, todos os dias. Quem o garante é a directora de Recursos Humanos, Joana Amaral: «Aqui, contamos todos.»
Por Ana Leonor Martins | Fotos Nuno Carrancho
Faz em Janeiro um ano que Joana Amaral assumiu a direcção de Recursos Humanos no Pingo Doce. Num sector marcado pela exigência e pela transformação constante, acelerada pela tecnologia, a escala – do negócio e das pessoas, mais de 32 mil –, torna o desafio ainda mais complexo. Convicta de que as pessoas são o motor no negócio, sabe que é preciso, antes de mais, conhecer o negócio, para ajudá-lo a crescer. E às pessoas. É este o equilíbrio mais difícil nesta função: assegurar o desenvolvimento sustentável do negócio e melhorar a vida das pessoas. E é essa a sua missão.
A sua primeira experiência no Retalho foi em 2013, na Polónia, onde permaneceu cinco anos. Passou por outras áreas, mas, em 2021, voltou ao sector, agora para Gestão de Pessoas. Antes esteve nas Operações e no Marketing. Época, geografia e área diferentes. Desafios também muito diferentes?
De lá para cá, tivemos a pandemia de COVID- 19, que impactou profundamente o sector do retalho, a experiência de compra e a forma como todos nós consumimos, bem como uma evolução significativa de um ponto de vista tecnológico. Ter tido a sorte de passar por várias funções, com desafios naturalmente diferentes, foi-me sempre acrescentando competências distintas e complementares, que me ajudam no exercício desta função, a encontrar o equilíbrio entre gerir um negócio e dar o melhor às nossas pessoas. E é essa a minha missão.
Entrou no Grupo Jerónimo Martins em 2021. Que empresa recorda e o que mais a marcou?
Estávamos em plena pandemia, mas, mesmo num contexto tão desafiante, senti uma integração natural e acolhedora, que facilitou a minha adaptação a uma nova realidade. Recordo-me de encontrar uma equipa totalmente empenhada em assegurar a continuidade da operação, em servir os clientes e em apoiar as lojas, num momento particularmente exigente para todos. A paixão pelo negócio e o forte espírito de união das nossas pessoas foram, sem dúvida, aquilo que mais me marcou e surpreendeu pela positiva.
Assumiu funções como directora de Recursos Humanos (RH) faz um ano em Janeiro. O que lhe foi pedido?
Consolidar uma área de RH próxima das operações, capaz de responder rapidamente aos desafios do retalho alimentar e de apoiar as equipas no terreno. O foco passou por reforçar práticas que valorizassem ainda mais as pessoas, garantir processos mais consistentes e ágeis, e promover uma cultura que acompanhasse o ritmo do negócio.
Quais as prioridades que definiu?
Conhecer a fundo o negócio foi o primeiro passo e, mesmo após um ano na função, continuo todos os dias a aprender e a ter de estar muito próxima da operação, para perceber as dificuldades. Garantir que temos as pessoas certas nos lugares certos e que sabemos para onde vamos enquanto equipa, que temos bem presentes aquilo que são os nossos valores e qual a nossa missão, foi o passo seguinte. Hoje posso dizer que tenho a felicidade de fazer parte de uma equipa unida, com propósito, movida pelo desafio de ajudar o negócio a crescer.
O que tem sido mais desafiante neste primeiro ano?
A dimensão do negócio e o número de colaboradores torna tudo definitivamente mais complexo de um ponto de vista de gestão e de conhecimento.
Quantas pessoas têm no Pingo Doce?
Mais 32 mil colaboradores.
Maioritariamente nas lojas…?
Sim, a maioria está concentrada nas áreas operacionais das mais de 490 lojas que temos em todo o país e na logística.
Quais são os temas mais prementes actualmente, na sua gestão?
As prioridades focam-se em expandir o pipeline de talento, seja através de novas fontes ou da forma como recrutamos, seja em tornar mais eficiente a forma como trabalhamos e os processos, apostando também numa oferta que atraia esta nova geração.
Leia o artigo na íntegra na edição de Dezembro (nº.180) da Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.