Entrevista a Raquel Rebelo

Delta Coders
16 de Agosto 2011 | 17:43
Entrevista a Raquel Rebelo

Ponto de Encontro do Capital Humano

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«Surgiu para dar voz às empresas que operam no sector dos recursos humanos e proporcionar a todo o sector um momento anual de networking, troca de experiências e partilha de know-how e essa tem-se mantido como espinha dorsal da Expo RH ao longo desta década de existência», esclarece Raquel Rebelo, gestora de unidade de negócio e directora comercial do IFE – International Faculty for Executives – entidade organizadora.

À revista HR Portugal desvenda o que o evento reserva para este ano, faz o balanço dos 10 anos e aponta os desafios que se colocam actualmente a quem gere pessoas.

HR Qual o balanço destes 10 anos?

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Raquel Rebelo O balanço não podia ser mais positivo. A Expo RH é um evento com uma notoriedade excepcional no sector, reconhecida por todos como o fórum que marca as tendências da gestão do capital humano nas empresas portuguesas.

HR Quais as principais alterações?

Raquel Rebelo Nestes últimos 10 anos mudou quase tudo e quase nada. Mudaram as pessoas, as empresas, o mercado, a importância dada à gestão das pessoas nas organizações, a legislação, … mas, continuámos a acrescentar valor ao capital humano das empresas. A Expo RH surgiu para dar voz às empresas que operam no sector dos recursos humanos e proporcionar a todo o sector um momento anual de networking, troca de experiências e partilha de know-how e essa tem-se mantido como espinha dorsal do evento ao longo desta década de existência.

HR Que novidades para a edição deste ano?

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Raquel Rebelo Aproveitando a comemoração dos 10 anos e o sucesso crescente das últimas edições, reservámos o lançamento do website do evento para potenciar ao máximo a imagem das empresas associadas e proporcionar de uma forma mais eficaz e directa toda a informação indispensável aos visitantes do Salão.

Ao nível das conferências decidimos apostar na criação de um maior envolvimento entre oradores e assistentes, convidando-os a passar de espectadores a actores, apresentando novas dinâmicas de grupo como a Open Open Technology e World Café. Para além disso, decidimos elevar ainda mais o nível dos oradores e convidar directores gerais e CEO de algumas empresas a dar o seu testemunho na definição da política de RH das organizações e no desenvolvimento da criatividade e motivação dos colaboradores. Em paralelo iremos desenvolver alguns workshops interactivos sobre determinados temas específicos como o coaching e o BSC, orientados por especialistas, num formato que potencia uma forte interacção entre os assistentes.

Na área de exposição iremos ter um espaço de Speednetworking com o objectivo de aumentar as oportunidades de colaboração entre visitantes e expositores, um espaço de acesso livre à internet e um espaço dedicado às empresas com soluções de combate ao stress, o Espaço Zen.

HR Como é preparado todo o alinhamento do evento?

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Raquel Rebelo A Expo RH começa a ser preparada com cerca de dez meses de antecedência. A preparação de um evento desta dimensão é um trabalho exaustivo que envolve a colaboração de uma vasta equipa com diversas valências e diferentes competências.

O programa é trabalhado minuciosamente pela equipa de especialistas que integra o departamento de formação Inter-Empresas da IFE e que é responsável por assegurar a excelente qualidade do programa de conferências que, ano após ano, apresentamos ao mercado. Contactando directamente com os profissionais do sector, recolhendo sugestões e opiniões de especialistas que habitualmente colaboram connosco, efectuando um exaustivo benchmarking do que de melhor se faz no mundo dos congressos e salões profissionais deste e de outros sectores de actividade, testando diferentes modelos e metodologias e levando a cabo uma investigação detalhada das temáticas e problemáticas que estão no centro das preocupações dos profissionais. O alinhamento do programa e a escolha das temáticas e dos oradores a convidar é o resultado final de todo este trabalho.

HR Quais as grandes tendências, nacionais e internacionais?

Raquel Rebelo Prefiro não falar de tendências e focar-me nos desafios que se colocam actualmente a quem gere pessoas. O primeiro grande desafio é sem dúvida encontrar uma resposta efectiva para ajudar as empresas e o país a sair da crise e essa resposta passa obrigatoriamente pelas pessoas. E aqui há muitos desafios que se colocam. Por um lado, há uma necessidade quase que permanente de reestruturar as empresas, seja através da redução de efectivos e consequente negociação de saídas, seja através da flexibilização do recrutamento, da implementação de políticas retributivas flexíveis, da mobilidade funcional ou da expatriação.

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Por outro lado, há uma necessidade de encontrar soluções eficazes para aumentar a competitividade empresarial e para isso é fundamental ter uma atitude positiva para melhorar o clima organizacional das empresas aumentando a motivação dos colaboradores, valorizando os recursos, nomeadamente através de uma aposta reforçada na formação, e estimulando a sua criatividade convidando-os a envolverem-se no processo de tomada de decisão de algumas áreas-chave do negócio.

Outro dos grandes desafios actuais das organizações é a gestão das redes sociais. Se, por um lado, estas são um desafio e uma oportunidade sobretudo ao nível do recrutamento e da construção do perfil dos colaboradores, por outro expõe as organizações a uma série de vulnerabilidades e riscos quando mal geridas. É uma realidade que veio para ficar e à qual os gestores de recursos humanos não podem ficar indiferentes.

Por último, não poderia deixar de referir a crescente participação feminina nas organizações não como um desafio mas como uma vantagem competitiva para as empresas que se querem diferenciar e beneficiar de uma liderança forte e carismática.

HR Porque continua a fazer sentido a existência de Feiras deste género?

Raquel Rebelo Numa época em que o tempo é cada vez mais escasso, em que tudo é virtual, até mesmo as relações entre as pessoas, a existência de feiras deste género que propiciam networking entre pares faz cada vez mais sentido. O contacto directo, “olho no olho” não é nem nunca será substituído pelo contacto virtual, na Internet, nas redes sociais ou por e-mail. Cada vez mais no mundo empresarial, são necessários momentos de reflexão e de troca de experiências presenciais, para potenciar negócios.

HR Qual o grande objectivo da Expo RH?

Raquel Rebelo Gerar negócios, proporcionar networking e analisar e debater as tendências e desafios actuais do sector são os principais objectivos do evento.

HR O que tencionam alcançar, este ano? Quais as previsões?

Raquel Rebelo Para 2011, de uma forma muito resumida, vamos aumentar a área de exposição em cerca de 20% e desta forma atrair um maior número de empresas ao evento e consolidar o número de visitantes da edição passada (mais de 3.000).

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