Escassez de mão-de-obra está a travar o crescimento deste sector na Europa

Human Resources
11 de Setembro 2025 | 14:40
Escassez de mão-de-obra está a travar o crescimento deste sector na Europa

A produção global no sector da construção vai abrandar para 1,4% este ano, seguindo-se 2,1% em 2026, segundo um relatório divulgado pela Crédito y Caución. Quanto à Europa, espera-se um crescimento zero este ano, devido à falta de trabalhadores qualificados, aos elevados custos laborais e à redução das despesas de investimento.

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De acordo com o Crédito y Caución, embora este sector esteja mais isolado da guerra comercial do que outros e não dependa tanto das exportações, está muito exposto aos danos colaterais das novas tarifas. Algumas das suas principais matérias-primas, como o aço e o metal, têm de suportar taxas muito elevadas que têm impacto nos custos.

Além disso, as tarifas dos Estados Unidos e as medidas de retaliação estão a levar a um declínio nos gastos com construção comercial e até mesmo cancelamentos de projectos. A previsão de crescimento para o segmento residencial é de apenas 1,4% este ano, dependendo da evolução das taxas de juro e dos preços da habitação, o que tem impacto na procura. O risco de crédito é particularmente elevado em mercados como a Áustria, Dinamarca, França, Hungria, Suécia, Turquia, Reino Unido e Coreia do Sul.

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Em toda a União Europeia e no Reino Unido, os custos dos materiais continuarão a ser mais elevados do que no passado. A isto acresce a escassez de mão-de-obra qualificada no setor e os elevados custos da mão-de-obra, que são factores particularmente delicados na construção, uma vez que tendem a trabalhar com preços fixos nos contratos, pelo que os custos adicionais não podem ser repercutidos. A consequência é uma redução das margens que coloca em dificuldades a saúde financeira das empresas.

O risco de crédito das empresas de construção mantém-se elevado na maioria dos mercados europeus, embora se espere uma estabilização nos próximos 12 meses, após o pico registado em 2024, com níveis apenas comparáveis aos da crise financeira de 2008.

A Holanda é a região com as melhores perspectivas, com 2,4% em 2025 e 1,1% em 2026, graças ao impulso da procura, particularmente para a construção residencial.

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