Desde que as aulas começaram, o número de horários vazios tem vindo a diminuir: “Na semana passada havia 1012 horários e agora são 664”, revelou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, no encontro de apresentação dos resultados do estudo da OCDE “Education at a Glance 2026”.
Se esta procura estivesse espalhada por escolas de todo o país, os números não seriam preocupantes, disse Fernando Alexandre, explicando que “três em cada quatro horários completos que continuam vazios são de escolas situadas na região de Lisboa”.
Além disso, dizem respeito a escolas onde os alunos estão sem professor desde o início do ano letivo, acrescentou Fernando Alexandre.
Há 238 casos que dizem respeito a turmas de alunos do primeiro ciclo, segundo dados apresentados esta terça-feira pelo ministro, que reconheceu que “é isto é que torna o problema grave”.
O ministro mostrou ainda que os outros casos de alunos sem professor estão concentrados na Península de Setúbal e no Algarve, as outras duas zonas há muito identificadas pela tutela como “carenciadas” de professores.
“Eu não tenho dúvidas de que a principal razão para os alunos não terem aulas tem a ver com a ineficiência do sistema” que cruza a necessidades das escolas e os professores disponíveis, defendeu.
Segundo Fernando Alexandre, há “milhares de alunos sem aulas e milhares de pessoas qualificadas que querem dar aulas e não conseguem”.
Por isso, a tutela alterou o modelo de concursos, tendo criado um concurso em contínuo que permite a entrada de docentes a qualquer momento.
O ministro revelou ainda que já pediu aos serviços o desenvolvimento de uma aplicação para telemóvel que permita aos interessados consultar necessidades de professores na sua área e concorrer mais rapidamente às vagas disponíveis nas escolas para dar aulas.
















