No mercado de escritórios de Lisboa, a absorção atingiu 38.050 m² no segundo trimestre de 2026, uma recuperação de 25% face ao primeiro trimestre. Este crescimento foi impulsionado, sobretudo, pela ocupação de cerca de 9.000 m² pela iCapital na nova sede da Fidelidade. Apesar da recuperação registada no trimestre, a procura mantém-se fragmentada. Dos 41 negócios concluídos em Lisboa, apenas oito envolveram áreas superiores a 1.000 m².
Do lado da oferta, o segundo trimestre ficou marcado pela conclusão de dois novos edifícios de escritórios, a sede da Fidelidade e o Edifício 1 do Campo Novo, que acrescentaram cerca de 49.700 m² ao stock de escritórios da cidade. Até ao final de 2026 está prevista a conclusão de mais 12.000 m² de novos espaços em Lisboa, dos quais 18% já se encontram pré-ocupados.
Ao nível das rendas, o mercado de escritórios de Lisboa manteve-se estável durante o trimestre. A renda prime no Prime CBD permaneceu nos 32 €/m²/mês, refletindo a resiliência dos ativos de maior qualidade nas localizações mais consolidadas.
No mercado de escritórios do Porto, a ocupação registou um volume de 12.366 m², traduzindo um aumento de 64% face ao trimestre anterior. Este desempenho foi impulsionado, sobretudo, pela ocupação de cerca de 6.150 m² pela SNS e de
aproximadamente 2.100 m² pela FlexOffices, no edifício Latino Coelho 85, operações que, em conjunto, representaram cerca de 50% da área total ocupada no trimestre. Do lado da oferta, o segundo trimestre ficou marcado pela conclusão do Boavista Office Building, com cerca de 1.300 m² de área de escritórios. Para 2026 e 2027 estão previstos cerca de 96.450 m² de nova oferta em construção, reforçando a renovação e expansão do stock de escritórios da cidade.
As rendas de escritórios no Porto mantiveram-se estáveis durante o trimestre, com a renda prime a permanecer nos 21 €/m²/mês.














