Boris Cherny, criador do Claude Code, afirmou recentemente que já não escreve os prompts para a IA. Graças aos loops, já não precisa. «É um agente que dá o prompt ao Claude. Agora falo com este novo Claude que está a coordenar tudo», disse Cherny à CNBC.
Segundo o Business Insidr, Boris Cherny não é o único a adoptar a “engenharia de loops”. Peter Steinberger, engenheiro da OpenAI e criador do projecto OpenClaw, escreveu recentemente no X que os utilizadores já não devem dar instruções directas aos agentes de IA, devem sim «conceber loops que orientem os seus agentes».
O que são loops?
Os loops são sistemas recorrentes que guiam os agentes de IA, para que o utilizador não tenha de estar constantemente a digitar instruções. Um exemplo é o comando `/goal`, que instrui uma ferramenta de IA como o Claude Code da Anthropic ou o Codex da OpenAI a continuar a trabalhar até que uma tarefa esteja concluída, em vez de exigir uma instrução a cada passo.
Segundo Claire Vo, fundadora da ChatPRD e apresentadora do podcast “How I AI”, «é basicamente um lembrete de que não precisa de usar os dedos para digitar uma instrução para que o seu agente trabalhe em seu nome».
Os dias de dar instruções directas a ferramentas de codificação de IA generativa «estão praticamente a terminar, ou pelo menos alguns pensam que vão acabar», escreveu Addy Osmani, director da Google Cloud, no seu perfil, explicando que os loops precisam de cinco componentes: automação, worktrees, skills, plugins e conectores, e subagentes. A base é a automação, pois é ela que garante que um loop pode ser repetido em vez de ser um evento único.
Uma das configurações mais frequentemente sugeridas, especialmente quando se trata de programação, é dividir o ciclo de modo que um agente escreva o código e o outro verifique o produto final.
«O modelo que escreveu o código é demasiado simpático para corrigir a própria tarefa», escreveu Osmani.
Steinberger partilhou um exemplo de um loop que utiliza: “Diga ao Codex para manter os seus repositórios, activar a cada 5 minutos e direccionar o trabalho para threads. Isto facilita a paralelização e o direccionamento do trabalho conforme necessário.”
Quando utilizar um loop
Por enquanto, a discussão sobre loops está focada principalmente na programação orientada a agentes. Isto não significa que os loops sejam apenas para engenheiros de software.
«Este é o momento do manager. Imagine que está a integrar um colaborador. Esse colaborador pode ser um assistente executivo, um agente de atendimento ao cliente ou um engenheiro de software», disse Claire Vo.
Pode já estar a usar um loop sem saber. «Se já usou uma tarefa agendada no ClaudeCowork, já criou um loop.»
… E quando não usar
A maior preocupação referida sobre os loops é, de longe, o custo. Executar vários agentes com subagentes no modelo de IA de última geração é uma excelente forma de gastar todo o seu orçamento de tokens ou de levantar suspeitas ao seu chefe.
Quando os utilizadores do X perguntaram a Steinberger como iria modificar o seu loop para ser mais económico, o seu conselho é optar por uma vez por hora/dia para uma menor utilização de tokens e «gastar apenas onde for necessário».
«Os subagentes consomem mais tokens, uma vez que cada um realiza o seu próprio trabalho com modelos e ferramentas, por isso gaste-os onde uma segunda opinião valha a pena», escreveu.














