Está a repensar os horários de trabalho na sua empresa? Tenha estas quatro perguntas em consideração

Margarida Lopes
8 de Julho 2020 | 08:25

A pandemia veio mudar o futuro das organizações. Vários lideres foram forçados a traçar estratégias para garantir o sucesso do teletrabalho ou desenvolver medidas de distanciamento social devido à adopção. Mas talvez a mudança mais comum tenha sido repensar os horários de trabalho, quer seja para minimizar o contacto social ou para ajudar no equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal.

 

O site Harvard Business Review publicou uma lista com quatro perguntas que os empregadores devem fazer se estiverem a repensar os horários de trabalho nas suas organizações.

 

1. Como é que os horários de trabalho da minha organização afectam a eficácia e o bem-estar dos colaboradores?
Vários estudos mostram que horários de trabalho fora do padrão, incluindo turnos rotativos, trabalho nocturno, horário flexível, afectam o desempenho no trabalho de diferentes maneiras. Por exemplo, trabalhar no turno da noite está associado a uma menor produtividade.

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Os horários de trabalho não afectam apenas a eficácia dos colaboradores, também têm um impacto significativo nas atitudes e no bem-estar.

Os horários flexíveis e horários de trabalho em que os colaboradores trabalham mais horas por dia, mas menos dias por semana) dão aos trabalhadores mais controlo sobre quando trabalham e dão mais tempo livre, aumentando a satisfação geral no trabalho.

Por outro lado, os trabalhos rotativos e os turnos nocturnos podem ser mais prejudiciais à vida pessoal dos colaboradores, comprometendo, em última análise, a satisfação geral do trabalho. Em termos de bem-estar, estes horários influenciam comportamentos importantes para a saúde física e mental de um trabalhador, como comer e dormir adequadamente.

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Com o tempo, os hábitos irregulares podem levar a sérias consequências para a saúde. Também podem afectar a capacidade dos colaboradores manterem relacionamentos positivos com os seus parceiros e filhos.

 

2. É possível alinhar melhor os horários de trabalho com as necessidades, desejos e personalidades dos colaboradores?
O ajuste de horário de trabalho para cada pessoa em concreto, é um factor importante a ser considerado ao contemplar uma estratégia pós-pandemia. Embora estudos anteriores tenham constatado que alguns horários fora do padrão são mais prejudiciais que outros, também é evidente que alguns colaboradores são mais adequados para trabalhar em determinadas horas. 

Por esse motivo, os empregadores que estão a considerar permitir horários de trabalho não tradicionais nas suas organizações devem fazer o possível para encontrar colaboradores que, com base na sua personalidade, necessidades ou circunstâncias da vida, desejem trabalhar com eles. As organizações podem fazer disso um ponto de maior ênfase durante o processo de recrutamento e podem usar estudos para avaliar as preferências de horários dos colaboradores. Medir a satisfação com o horário de trabalho, da mesma forma que muitas empresas controlam o envolvimento dos colaboradores, vai permitir que mais organizações soubessem como os colaboradores se sentem em relação ao local de trabalho.

 

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3. Quais são as implicações de criar horários de trabalho personalizados ou dar aos colaboradores mais controlo sobre os seus horários?
É possível criar agendas personalizadas para atender às necessidades e desejos de cada colaborador. As teorias da justiça organizacional sugerem que os horários devem ser equitativos, mas não necessariamente iguais. Durante a pandemia, muitos colaboradores já concluíram suas tarefas remotamente e, muito provavelmente, nos seus próprios prazos.

As empresas que estão a considerar dar aos colaboradores mais liberdade para criar o seu próprio horário, podem começar por ampliar o conceito job crafting para incluir os horários de trabalho.

Tradicionalmente, o job crafting permite que os trabalhadores ajudem a determinar no que trabalham, com quem trabalham e porque trabalham, este conceitos pode ser estendido para quando trabalham também. Obviamente, que isto pode criar desafios, especialmente para os gestores, no entanto, este é um momento oportuno para dar a esse problema maior atenção e consideração.

 

4. É possível equilibrar efectivamente as necessidades e os desejos da organização e dos colaboradores?
Nem sempre é possível fornecer dar aos colaboradores horários ideais. Mas a chave será encontrar um equilíbrio entre as necessidades comerciais de curto prazo e os benefícios de longo prazo que as novas estratégias de programação trazem para os colaboradores e para a organização.

As organizações podem adoptar uma abordagem mais orgânica e permitir que os colaboradores desempenhem um papel maior na determinação de quando desejam trabalhar.

 

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