A Aliança Portuguesa para Promoção da Saúde Mental no Local de Trabalho (ASM) foi apresentada e tem como principal desafio ser «um sistema agregador e dinamizador» para promover o diálogo entre as entidades parceiras.
«Aquilo que nós propomos fazer é contribuir para a promoção da saúde mental no local de trabalho, que é um tema que há muito merece ser trabalhado», disse à Lusa a presidente da ASM.
De acordo com Filipa Palha, o organismo, que foi fundado há seis meses e agora apresentado, pretende reunir, discutir e integrar «realidades e sectores de actividade diferentes».
«Será um espaço que move o diálogo, um sistema agregador dinamizador, e que vai promover este diálogo entre os diferentes stakeholders [grupo de interesse]. São muitos os desafios que temos neste tema. Desde logo, o estigma que ainda existe associada à doença mental, aquilo que é a iliteracia em saúde mental», realçou.
A sessão de apresentação da ASM aconteceu no auditório da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), no âmbito do Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho, com o alto patrocínio da Presidência da República.
No fundo, segundo Filipa Palha, a entidade deseja ainda «promover a literacia em saúde mental, promover a integração do tema na organização, definir respostas ajustadas aos diferentes desafios e promover o networking».
«Já temos 30 associados que representam organizações de diferentes sectores (…). Temos de integrar a Academia, os municípios, organizações de diferentes dimensões… temos desde a área da saúde (…) até à construção civil», observou.
Sobre a prevalência dos problemas de saúde mental nos trabalhadores, a presidente da ASM apontou para «inúmeras fragilidades» agravadas nos serviços após a pandemia. «Percebemos que temos serviços frágeis e temos contextos onde deveria existir uma abordagem a esta temática, porque exige uma intervenção multissectorial. (…) Temos uma dimensão do problema que atinge proporções assustadoras», sublinhou.
Filipa Palha disse ainda que o tema deve ser «abordado de forma muito particular» para que as pessoas «possam ter contextos (…) que ajudem a desenvolver o seu potencial, que as ajudem nas suas fragilidades».
«Estamos muito motivados e com muita esperança, porque o interesse é transversal. A vontade de começar a dar passos concretos também é algo que neste momento é muito evidente e esta Aliança pretende ser esse espaço de diálogo onde os diferentes stakeholders se possam encontrar em conjunto, trabalhar de uma forma consistente, responsável e com metas a curto, médio e longo prazo», acrescentou.














