
Esta CEO fecha a empresa durante uma semana a cada trimestre para os colaboradores descansarem (e o negócio não sai afectado)
A cada trimestre, Tori Dunlap fecha a empresa durante uma semana inteira e manda a equipa de sete colaboradores para casa descansar. Sem e-mails. Sem reuniões. Sem trabalho.
Tori Dunlap, autora de “Financial Feminist”, é especialista em finanças e ajudou mais de um milhão de mulheres a negociar salários, a liquidar dívidas, a construir reservas financeiras e a investir.
Quando lançou a Her First $100K, prometeu a si mesma que iria construir o tipo de empresa para a qual sempre quis trabalhar — uma que não glorificasse o burnout profissional ou a “cultura da correria”. Nada de falsas políticas de férias “ilimitadas”, nada de mensagens no Slack de madrugada, nada de conversa fiada sobre “equilíbrio entre a vida pessoal e profissional”.
Segundo a CNBC, hoje gere uma empresa multimilionária de literacia financeira e uma comunidade global de 5 milhões de mulheres. A cada trimestre, a empresa fecha durante uma semana inteira e a sua equipa de sete colaboradores recebe uma semana inteira de folga remunerada. Sem e-mails. Sem reuniões. Sem trabalho.
«Não se trata de “tirar uns dias quando quiser”. É uma pausa colectiva, para que ninguém regresse a uma caixa de entrada cheia ou a projectos que avançaram sem a sua participação», explica.
Avisam os clientes e parceiros com antecedência, e os sistemas tratam do essencial enquanto os colaboradores descansam. «Para a minha equipa, esta semana é sagrada. Viajam, passam tempo com a família ou simplesmente não fazem nada. Sem culpa», diz Tori Dunlap.
E partilha que o que mais a surpreendeu foi o apoio dos seguidores e clientes. «Vêem-nos a exemplificar os limites e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional que ensinamos, e isso fortalece a confiança que depositam em nós.»
Vantagens:
O burnout é mais caro do que o descanso
Qualquer líder afirma preocupar-se com o bem-estar da equipa. Mas se os seus colaboradores estão exaustos, está a pagar o preço com menor produtividade, maior rotatividade e erros que custam dinheiro e afectam a motivação.
Pesquisas da Universidade de Stanford mostram que a produtividade cai a pique após cerca de 50 horas de trabalho por semana, enquanto outros estudos relacionam o stress crónico com a redução do desempenho e da criatividade.
«As nossas pausas são um investimento proactivo. Em vez de lidar com o burnout mais tarde, prevenimo-lo completamente. Já vi colaboradores regressarem desses dias revigorados, mais envolvidos e mais criativos. Este retorno supera em muito a queda temporária da produtividade», defende Tori Dunlap.
A criatividade exige espaço
A ironia do excesso de trabalho é que quanto mais se esforça, menos inspirado se fica. Quando está constantemente a reagir a notificações, o cérebro não tem tempo para divagar, e é aí que reside a inovação.
«Os intervalos trimestrais dão-nos esse espaço mental em branco. O resultado? Ideias mais frescas, melhor resolução de problemas e um entusiasmo renovado para executar.»
A confiança constrói lealdade, e esta gera resultados
«Oferecer uma semana de folga remunerada a cada trimestre envia uma mensagem poderosa: confio na minha equipa. Confio que tirarão tempo de folga sem que as coisas se desmoronem e confio que regressarão prontos para continuar a construir esta empresa comigo», acredita a CEO.
Quando os colaboradores sabem que o líder irá priorizar a sua saúde, esforçar-se-ão ao máximo quando for importante. Permanecerão durante as épocas de maior movimento. Defenderão o seu negócio como se fosse deles. E darão o seu melhor porque sabem que os vê como mais do que apenas um meio para atingir um fim.