De acordo com o Ekonomista, estes dois programas foram lançados pelo Governo em 2024, numa altura em que o mercado de trabalho mostrava sinais de resiliência, mas persistia um desemprego jovem considerado preocupante.
O programa +Talento foi pensado para travar a saída de jovens qualificados do país e destina-se a candidatos até aos 35 anos com formação superior, ou seja, com pelo menos uma licenciatura. Este programa surgiu como substituto do antigo Ativar.pt e prevê o pagamento de uma bolsa mensal entre 1.181,69 euros e 1.396,54 euros, consoante o nível de qualificação do estagiário. O IEFP comparticipa até 80% deste valor.
O programa Iniciar, por sua vez, dirige-se a jovens e desempregados com o ensino secundário ou pós-secundário concluído, prevendo uma bolsa mensal entre 913,12 euros e 966,83 euros, também variável de acordo com o nível de qualificação. A comparticipação do IEFP segue uma lógica semelhante à do +Talento.
No caso do Iniciar, os estagiários abrangidos são maioritariamente jovens até aos 25 anos, com qualificações de nível 4. A medida destaca-se ainda pela forte participação de microempresas, responsáveis por cerca de metade dos estágios e por uma cobertura territorial abrangente, incluindo presença relevante em territórios do interior do país.
Já o +Talento registou uma adesão igualmente significativa, com os estágios concentrados sobretudo em profissões altamente qualificadas, com destaque para áreas como contabilidade e auditoria, psicologia, arquitetura, engenharia, fisioterapia, medicina veterinária, farmácia, economia e advocacia.
Em números concretos, o programa +Talento recebeu 10.800 candidaturas até Julho, das quais 6963 foram aprovadas, 994 indeferidas e 2.360 permanecem pendentes.
Segundo o IEFP, estas pendências resultam sobretudo da necessidade de validar as condições de elegibilidade das entidades promotoras e dos destinatários, bem como do cumprimento dos procedimentos administrativos habituais.
















