Estarão as empresas preparadas para a Geração Z? Estas dicas vão ajudar

A Geração Z começou recentemente a entrar no mercado de trabalho, numa altura em que as Tecnologias de Informação são uma das áreas mais apetecíveis, quer pela sua atractividade salarial, quer por ser considerada uma das áreas com mais futuro profissional a nível mundial. Mas a componente salarial não é a variável mais relevante para esta geração.

Por Rita Cadillon, DRH no Grupo Primavera, A Cegid Company

 

De acordo com um estudo do Bureau of Labor Statistics dos EUA, em 2030 os membros mais velhos da Geração Z, aqueles que actualmente têm idades entre 20 e 25 anos, representarão 8,3% da força de trabalho. Esta geração, que abrange os jovens entre os 10 e 25 anos, tem sido caracterizada como idealista, com opiniões vincadas, bastante digitalizada e emocionalmente angustiada.

Enquanto empregadores, devemos começar já a prestar mais atenção às características desta geração, de forma a estarmos bem preparados para os receber nas nossas organizações.

 

Como podemos preparar-nos para receber a Geração Z?

  • Promover uma cultura organizacional de diversidade, respeito e inclusão

Sabemos que estes jovens são grandes defensores da diversidade, seja ela de género, religiosa ou cultural. Estes valores são fundamentais para a Geração Z, mas também muito valorizados pela Geração Millennial, que já se encontra plenamente integrada no mercado de trabalho. Por isso, é mais importante do que nunca promover iniciativas de igualdade, diversidade e inclusão nas empresas, para que as novas gerações se sintam bem acolhidas, respeitadas e valorizadas.

 

  • Ter um propósito claro e políticas de promoção da sustentabilidade

A procura de um propósito é uma característica que já se sente na Geração Millennial, mas que é ainda mais acentuada na Geração Z, que pretende a dar um sentido claro à sua função, fazer parte de algo que contribua para um bem maior e integrar equipas que trabalhem juntas na prossecução de um bem comum. Esta geração privilegia as organizações com estratégias sólidas de sustentabilidade e está disposta a lutar por causas sociais e ambientais.

 

  • Crescimento e aprendizagem contínua

Estes novos colaboradores nasceram e cresceram no meio de transformações digitais extremamente rápidas e viram os empregos dos seus pais e dos seus irmãos mais velhos a transformarem-se rapidamente. Todas estas mudanças fizeram com que tenham uma consciência inata da importância da aprendizagem no local de trabalho. Torna-se, portanto, fundamental promover com eles uma política de formação contínua, aproveitando essa apetência para construir equipas altamente competentes e envolvidas com a organização.

 

  • Work-life balance

É importante ter em mente que estes jovens foram criados por gerações com quadros de burnout e que passaram por experiências transformadoras como crises económicas e uma pandemia, numa idade em que se estavam a preparar para o seu futuro profissional. Assim, para eles a flexibilidade de horários de trabalho é absolutamente fundamental, pois têm necessidade de sentir autonomia na gestão do seu tempo e a possibilidade de conciliarem da melhor forma o seu tempo de trabalho com a sua vida pessoal.

 

  • Modelos de trabalho híbridos

Embora a Geração Z tenha crescido com mensagens instantâneas e redes sociais, estudos mostram que preferem a interacção pessoal no local de trabalho. É, por isso, fundamental  apresentar modelos de trabalhos flexíveis e híbridos, e fomentar uma relação próxima, transparente e horizontal entre equipas, promovendo um ambiente de maior à-vontade na exposição e apresentação de soluções. As empresas que apresentem um modelo híbrido de trabalho e dinâmicas de equipa ganham pontos junto desta nova geração.

 

  • Tecnologia que torne a vida nas empresas mais simples

Estamos a falar de nativos digitais que não toleram burocracias e querem ter a informação disponível na hora, no seu telemóvel. Falando da área de Recursos Humanos, poder consultar através da internet a informação sobre a empresa e equipa (essencial para o processo de onboarding), dados contratuais, recibos de vencimento, declarações de rendimento, registar férias, faltas ou despesas, efectuar pedidos de formação à organização ou ter informação explicativa dos recibos de vencimento é algo básico para esta geração. Para ter estes colaboradores comprometidos e envolvidos, é também muito importante dar-lhes as ferramentas certas para que possam estar ligados à organização 24/7, quando acharem mais conveniente.

 

Prosperar com três gerações diferentes no mercado de trabalho

À semelhança do que acontece há décadas no mercado de trabalho, a entrada de uma nova geração exige sempre alguma adaptação. Pessoalmente, acredito que a diversidade geracional traz crescimento para todos, pois é nessa multiplicidade de valores que se cria o ambiente ideal para evoluirmos como profissionais e como seres humanos.

Se estivermos atentos e soubermos ouvir cada geração e cada colaborador em particular, então teremos as bases certas para atrair e reter talento, e acima de tudo, valorizar cada pessoa e construir organizações People First.

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