2024 está a destacar-se no que diz respeito à repressão governamental sobre as empresas, especialmente nos EUA. O Visual Capitalist revela as três maiores multas corporativas aplicadas até agora e incluem empresas de vários sectores.
O TD Bank foi alvo de uma multa recorde de 3 mil milhões de dólares por violar a Lei do Segredo Bancário e cometer branqueamento de capitais. Parte desta multa inclui 1,3 mil milhões de dólares para a Financial Crimes Enforcement Network do Departamento do Tesouro dos EUA.
O TD Bank admitiu ter permitido que três redes distintas de branqueamento de capitais transferissem mais de 670 milhões de dólares durante um período de seis anos. Além das multas pecuniárias, o banco estará sujeito a três anos de monitorização e cinco anos de “liberdade condicional”.
A segunda multa mais alta foi aplicada à Cummins, fabricante norte-americana de motores a diesel. Semelhante ao escândalo Dieselgate da Volkswagen, a Cummins foi considerada culpada de instalar dispositivos que enganavam os sistemas de controlo de emissões.
A Cummins foi multada em em dois mil milhões de dólares, a maior penalização civil na história do Clean Air Act, que incluem cerca de 330 milhões para financiar um programa de recolha.
Em terceiro lugar, está a Apple, que foi multada em quase 2 mil milhões de dólares na União Europeia por práticas anticoncorrenciais. A fabricante do iPhone foi considerada culpada por restringir os app developers de informar os utilizadores sobre alternativas mais baratas à plataforma de streaming Apple Music.
Esta multa é o resultado de uma queixa apresentada pelo Spotify, que referia que os concorrentes eram obrigados a pagar uma taxa de 30% nas compras feitas através do sistema de pagamento na aplicação da Apple (taxa que não se aplicava ao serviço de música da própria Apple).
Durante a investigação, foi determinado que os consumidores europeus não tinham «a liberdade de escolher onde, como e a que preços comprar subscrições de streaming de música».
A multas mais baixas em 2024
Também houve outras coimas, mas por infracções menores.
Em Outubro, a American Airlines foi multada em 50 milhões de dólares por violar repetidamente os direitos dos passageiros com deficiência. Uma investigação revelou que a companhia aérea manuseou incorrectamente e/ou danificou milhares de cadeiras de rodas.
No mesmo mês, a Apple foi mais uma vez apanhada, desta vez no que diz respeito à parceria de cartões de crédito com a Goldman Sachs. As duas empresas foram multadas colectivamente em 89 milhões de dólares por não resolverem disputas de cobrança em tempo útil.














