Estas empresas juntaram-se em programa de apoio a estudantes carenciados

Margarida Lopes
27 de Outubro 2021 | 12:00

Depois de uma fase piloto do projecto levada a cabo pela Critical Software, que decorreu entre Abril e Julho, onde os colaboradores apoiaram mais de 30 jovens do primeiro ciclo, a primeira edição da Companhia do Estudo chega agora no novo ano lectivo que se inicia representada por cinco empresas das áreas tecnológicas e farmacêutica.

Os colaboradores da Bluepharma, Critical Software, Critical TechWorks, Nest Collective e Present Technologies irão acompanhar crianças e jovens nos seus estudos, tendo como objectivo chegar a 200 estudantes do ensino básico e secundário que pertençam a famílias carenciadas.

A iniciativa tem como objectivo criar uma rede de parceiros, indivíduos e organizações que partilhem o propósito de criar um mundo melhor e mais seguro através da educação.

Patrícia Garcia, responsável pelo programa Companhia de Estudo, explica: «A parceria entre estas empresas mostra que podemos ser ambiciosos, não só a fornecer apoio individual às crianças de contextos mais desfavorecidos, mas também a promover o livre acesso a eventos e experiências que contribuam para expandir os seus horizontes e o seu crescimento».

Todos os voluntários serão formados e acompanhados durante o programa pela equipa de Coordenação Técnica que é constituída pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), que ajudou na concepção do projecto, pela Clínica da Educação e pela CASPAE.

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Os colaboradores das empresas envolvidas atuarão em pelo menos um dos quatro pilares da iniciativa. Os dois primeiros (“Inspirar” e “Motivar”) preveem o apoio a crianças do ensino básico (primeiro e segundo ciclos), em sessões individuais, ou a jovens do terceiro ciclo secundário, em sessões de um para um, ou de um para poucos, em que os principais objectivos são facilitar e orientar o seu progresso escolar, desenvolver a sua autoconfiança, ambição, e inspirar a construção do seu futuro.

Existe ainda um programa (“Desenvolver”), que leva a programação e a robótica às escolas primárias, integrando uma equipa de formadores responsável por uma turma do quarto ano, em aulas semanais, e contribuindo para o desenvolvimento das suas capacidades analíticas e metacognitivas. Por fim, o pilar “Expandir”, procura organizar eventos que permitam levar a cultura, a ciência, o desporto e outras experiências às crianças e jovens, alargando os seus horizontes.

A Companhia do Estudo já está a trabalhar com cinco agrupamentos de escolas e duas instituições de solidariedade, de cinco cidades de Portugal. O objectivo é que o número de escolas aumente para que um maior número de estudantes tenha a oportunidade de ingressar no programa.

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