Já ouviu falar em “Non-Employment Injury Scheme”. É uma medida adoptada num país asiático para proteger trabalhadores no horário pós-laboral

Human Resources com Lusa
1 de Outubro 2025 | 12:20
Já ouviu falar em “Non-Employment Injury Scheme”. É uma medida adoptada num país asiático para proteger trabalhadores no horário pós-laboral

A Malásia vai introduzir um novo “Non-Employment Injury Scheme” para garantir a protecção dos trabalhadores além do horário de expediente, devido ao aumento de acordos de trabalho flexíveis e remotos, noticiou a HRD.

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O primeiro-ministro Datuk Seri Anwar Ibrahim anunciou a medida durante a sua participação no World Social Security Forum 2025. «O governo vai implementar em breve o Esquema de Lesões Não Laborais para garantir que os trabalhadores estejam protegidos além do horário de expediente. Isto porque a pressão do trabalho não acaba no portão da fábrica ou na porta do escritório.»

Segundo o Employer-Employee Pulse Survey de 2025 da Aon, na Malásia, os acordos de trabalho flexíveis são a principal iniciativa de bem-estar entre vida profissional e pessoal disponibilizada pelos empregadores.

«Numa Era de modelos flexíveis e remotos, esta reforma alinhará a protecção com as realidades de como as pessoas trabalham e vivem hoje», disse Anwar. «E alargará a cobertura 24 horas por dia, reconhecendo que acidentes e lesões não têm horário.»

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O primeiro-ministro citou a medida como um exemplo dos esforços do governo para fortalecer a sua estrutura legal e acrescentou que o governo está actualmente a incorporar sistemas digitais para oferecer maior protecção. «A verdadeira prosperidade não é medida pelo tamanho de nossos arranha-céus ou PIB, mas pela dignidade dos cidadãos comuns, como eles vivem suas vidas diárias.»

O primeiro-ministro também destacou que o país está a alargar a segurança de trabalhadores informais e entregadores, em preparação para um sociedade envelhecida, já que o governo espera que, em 2030, um em cada sete malaios tenha mais de 60 anos.

«A nossa sociedade vai mudar profundamente. Os cidadãos mais velhos carregam sabedoria e competências. A nossa tarefa é disponibilizar cuidados quando necessário, mas também permitir um contributo contínuo para que o envelhecimento seja visto como um estágio de dignidade e oportunidade.»

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