Este país perdeu mais de 92 mil empregos no mês passado

Human Resources com Lusa
9 de Março 2026 | 13:30

Os empregadores norte-americanos cortaram 92 mil empregos em Fevereiro, sinal de que o mercado de trabalho continua sob pressão, tendo a taxa de desemprego subido para 4,4%, segundo dados do Departamento do Trabalho.

De acordo com os mesmos dados, citados pela agência Associated Press (AP), as contratações deterioraram-se em relação a Janeiro, quando empresas, organizações sem fins lucrativos e agências governamentais criaram 126 mil empregos, informou o Departamento do Trabalho.

Os economistas esperavam 60 mil novos empregos em Fevereiro, disse a AP. As revisões também cortaram 69 mil empregos de Dezembro e Janeiro.

O quadro de emprego surpreendentemente fraco em Fevereiro aumenta a incerteza económica em relação à guerra com o Irão, que causou um aumento nos preços do petróleo e sobrecarregou empresas e consumidores com custos imprevistos.

«O mercado de trabalho está a enfrentar dificuldades diante de tantos ventos contrários», disse Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, citado pela AP, indicando que «as empresas vão ficar ainda mais relutantes em contratar nesta primavera, até que a guerra termine e possam ver que os consumidores continuam a gastar. É um momento tenso para a economia dos Estados Unidos».

Continue a ler após a publicidade

Esperava-se que o mercado de trabalho recuperasse este ano, após um 2025 sem brilho, quando foi afectado pelas políticas tarifárias do presidente Donald Trump, pela sua purga da força de trabalho federal e pelos efeitos prolongados das altas taxas de juro.

Em 2025, os empregadores criaram apenas 15 mil empregos por mês. As esperanças de uma recuperação em 2026 aumentaram depois de as contratações em Janeiro terem superado as expectativas.

As empresas de construção civil cortaram 11 mil empregos no mês passado, o que provavelmente se deve ao tempo frio, e as empresas de saúde eliminaram 28 mil empregos, após uma greve de quatro semanas de mais de 30 mil enfermeiros e outros trabalhadores na Califórnia e no Havai.

Continue a ler após a publicidade

As fábricas cortaram 12 mil empregos e agora perderam empregos em 14 dos últimos 15 meses. Restaurantes e bares perderam quase 30 mil empregos. Empresas de serviços administrativos e de apoio cortaram quase 19 mil empregos e serviços de correio e mensageiros quase 17 mil.

Já as empresas financeiras adicionaram 10 mil empregos, embora os cortes de empregos continuem a afectar esse sector também este ano.

O salário médio por hora aumentou 0,4% em relação a Janeiro e 3,8% em relação ao ano anterior.

As perspectivas para o mercado de trabalho, e para toda a economia, estão obscurecidas pela guerra com o Irão.

A combinação de contratações fracas e pressões inflacionárias crescentes decorrentes da guerra cria um cenário difícil para a Reserva Federal (Fed), que deve decidir se reduz as taxas de juros para ajudar o mercado de trabalho ou se adia a decisão para ajudar a controlar os preços.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar


Mais Notícias