Estes cinco atributos distinguem as organizações resilientes

O “Deloitte Resilience Report 2021” identifica os cinco atributos que as organizações devem ter nas suas operações e culturas empresariais para serem mais resilientes e mais bem posicionadas para superar as perturbações do futuro e a ajudar a introduzir um “melhor normal”.

Estes atributos são:

1. Preparação
Os chief Experience officer (CXOs) devem preparar-se para todos os resultados, tanto a curto como a longo prazo. Mais de 85% dos CXOs globais cujas organizações conseguiram equilibrar a abordagem das prioridades a curto e longo prazo sentiram que tinham conseguido uma adaptação muito eficaz face aos acontecimentos de 2020.

Na perspectiva dos líderes portugueses, mais de 70% afirmam que as suas organizações estiveram bem ou muito bem no equilíbrio entre as necessidades de curto prazo e a gestão de oportunidades de crescimento no longo prazo. Destaca-se ainda que 93% dos respondentes considera que a sua organização foi mais resiliente que os seus concorrentes na gestão da crise.

 

2. Adaptação
Os líderes globais e portugueses reconhecem a crescente importância de ter profissionais versáteis, especialmente após um ano como 2020. Para esse fim, a flexibilidade e adaptabilidade foram os atributos que referiram como os mais críticos para o futuro. Os líderes portugueses sublinham igualmente o pensamento crítico e a coragem para desafiar o status quo. Uma visão que não é partilhada a nível global, onde os líderes globais optam por destacar o conhecimento tecnológico e a expertise como características críticas no âmbito do talento.

No survey global, cerca de três em cada quatro dos participantes afirmaram ter implementado medidas para tornar a sua força de trabalho mais adaptável (tais como, a formação ou requalificação, a implementação de programas de recolocação ou a oferta de modelos de trabalho flexível). Em Portugal, os aspectos críticos continuam relacionados com o teletrabalho, a manutenção da produtividade e a procura de soluções que permitam incutir a cultura e valores da empresa neste contexto de distanciamento social.

 

3. Colaboração
Os líderes empresariais referem como vital a importância da colaboração dentro das suas organizações, fazendo notar que esta acelerou a tomada de decisões, mitigou o risco e conduziu a mais inovação. A tecnologia foi um facilitador crítico na colaboração organizacional durante toda a pandemia. Apenas 22% dos CXOs globais afirmaram que as suas organizações tinham as tecnologias necessárias para facilitar o trabalho remoto antes da pandemia; 42% desenvolveram e adotaram estas tecnologias por necessidade, ao longo do ano de 2020.

Em Portugal, 80% dos CEO’s considera que a sua organização geriu bem ou muito bem a transição de sistemas/ferramentas para a cloud de modo a suportar o teletrabalho e 60% dos gestores portugueses considera crítico/ muito crítico o investimento nos próximos 12 meses em tecnologia e sistemas de modo a conseguir suportar o teletrabalho.

 

4. Confiança
O C-Level (CEO ou CXO, por exemplo) compreende o desafio de construir confiança com os seus principais stakeholders, mas a maioria dos líderes portugueses e líderes globais afirma que a sua organização se destacou na manutenção da segurança dos seus colaboradores e clientes, assim como na motivação dos seus colaboradores. Mais de 2/3 consideram ter conseguido manter os níveis de confiança entre a liderança e os colaboradores e cerca de 60% acredita ter fornecido aos seus colaboradores recursos adequados com vista a promoção do seu bem-estar mental.

 

5. Responsabilidade
A maioria dos CXOs reconhece que o mundo dos negócios tem uma responsabilidade que vai além do óbvio; 87% dos líderes globais afirmam ter conseguido equilibrar bem ou muito bem todas as necessidades dos seus stakeholders e consideram mesmo que as suas organizações poderiam adaptar-se e responder rapidamente a acontecimentos inesperados.

Por seu lado, cerca de 60% das organizações portuguesas consideram ter gerido bem ou muito bem o contexto com o objetivo de criar uma cultura organizacional mais ágil, inclusiva e diversa, um valor abaixo da avaliação das organizações a nível global. As organizações que demonstram preocupar-se com a construção de um ambiente organizacional mais resiliente tendem a ser consideradas mais autênticas, com níveis relevantes de valorização do talento, suportando a comunidade e mostrando preocupação com os compromissos ambientais e sociais.

Ler Mais
pub


Comentários
A carregar...