Estudo: características que os portugueses mais valorizam nos líderes (há uma que foge à tendência global)

A Marco, agência internacional de comunicação, divulgou uma nova vaga do seu Relatório Global, dedicada às características de liderança mais valorizadas pelos colaboradores.

Margarida Lopes
11 de Maio 2026 | 12:50

O estudo revela que os portugueses procuram líderes cada vez mais humanos, próximos e orientados para a acção, destacando a responsabilização, a capacidade de resolução de problemas, a empatia e as competências de comunicação como qualidades essenciais.

Em Portugal, numa escala de 0 a 10, a responsabilização (9 pontos) surge como a característica mais valorizada nos líderes, seguida pela capacidade de resolução de problemas e transparência (8,8 pontos), empatia (8,7 pontos) e pelas competências de comunicação (8,7 pontos). Os dados mostram que os colaboradores valorizam líderes capazes de entregar resultados concretos, resolver desafios de forma eficaz e comunicar com clareza.

Os resultados revelam ainda que Portugal é um dos países que mais valoriza a inteligência emocional na liderança. Tal como no Brasil e México, e também nos países do Sul da Europa, Espanha e Itália, os portugueses atribuem maior importância a características como empatia e comunicação, demonstrando uma preferência por modelos de liderança mais humanos e centrados nas pessoas, em contraste com países mais a norte, como Alemanha e França.

A nível global, a tendência é semelhante: a responsabilização (8,5 pontos), a resolução de problemas (8,3 pontos) e as competências de comunicação (8,3 pontos) lideram entre as características mais valorizadas. Já traços tradicionalmente associados à liderança, como a ambição (6,9 pontos) e o pensamento visionário (7,5 pontos), apresentam classificações mais baixas.

Os dados sugerem, assim, uma mudança nas expectativas dos colaboradores, que procuram menos discursos abstratos e mais líderes capazes de agir, assumir responsabilidades e comunicar de forma transparente e eficaz.

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O estudo demonstra ainda uma forte valorização de modelos de gestão mais personalizados e adaptados às necessidades das equipas. 90% dos participantes considera importante que os líderes ajustem a sua abordagem às características individuais de cada colaborador, refletindo a crescente procura por ambientes de trabalho mais empáticos e colaborativos.

Além disso, globalmente, mais de metade dos participantes classificou a inclusividade e a colaboração como características extremamente importantes na liderança, atribuindo-lhes pontuações de 9 ou 10, enquanto 36,5% deram mesmo a classificação máxima.

Os resultados demonstram que os colaboradores esperam cada vez mais líderes capazes de promover ambientes de trabalho colaborativos, transparentes e orientados para o bem-estar das equipas, encarando estas competências não como um fator diferenciador, mas como uma expectativa-base da cultura organizacional.

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Os resultados reforçam uma transformação na perceção da liderança eficaz. Embora características como visão estratégica e a ambição continuem a ser relevantes, os colaboradores privilegiam cada vez mais líderes orientados para a acção, capazes de resolver problemas e gerar resultados concretos.

Esta mudança reflete uma preferência por modelos de liderança mais pragmáticos, responsáveis e emocionalmente inteligentes, onde a credibilidade se constrói não apenas através das ideias, mas sobretudo pela capacidade de execução e pela relação estabelecida com as equipas.

O Relatório Global de Consumo Merco 2025 foi desenvolvido 2025 em sete países. No total, participaram 4598 pessoas provenientes de sete mercados estratégicos: França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, México e Brasil. A amostra foi obtida através de um processo de selecção aleatória. A recolha de dados foi feita através de um inquérito online.

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