Estudo comprova que teletrabalho pode reduzir a pegada de carbono para metade

Human Resources com Lusa
20 de Setembro 2023 | 12:20

O teletrabalho pode reduzir a pegada de carbono em até 58%, em comparação com quem frequenta um escritório, refere um estudo realizado nos Estados Unidos.

 

O estudo, baseado em modelos “Procedimentos da Academia Nacional de Ciências” (Pnas, uma publicação da Academia Nacional de Ciências, dos Estados Unidos), analisou o potencial do trabalho remoto para reduzir a pegada de carbono dos empregados.

A pandemia aumentou a prevalência do teletrabalho, que pode influenciar a produção de gases com efeito de estufa devido a alterações em fatores como as deslocações e a utilização de energia na habitação.

O estudo, liderado pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos, avaliou as emissões de gases com efeito de estufa dessa transição, tendo em conta factores como as tecnologias de informação e comunicação, as deslocações diárias, as viagens não relacionadas com o trabalho e a utilização de energia em escritórios e residências.

Continue a ler após a publicidade

A equipa, liderada por Longqi Yang, utilizou vários conjuntos de dados com mais de 100 mil amostras, inclusive de colaboradores da Microsoft nos Estados Unidos, sobre deslocamento e teletrabalho.

Para o seu estudo, modelaram as emissões de gases com efeito de estufa dos colaboradores dos Estados Unidos nas cinco categorias mencionadas e compararam as emissões previstas para trabalhadores «no local», totalmente remotos e híbridos.

O modelo indicava que os colaboradores apenas em teletrabalho teriam uma redução de 58% nas emissões de gases com efeito de estufa em comparação com os colaboradores presenciais, principalmente devido ao menor consumo de energia no escritório.

Continue a ler após a publicidade

Um dia por semana de teletrabalho reduziu as emissões projectadas em apenas 2%. Em contraste, dois a quatro dias de trabalho remoto por semana reduziram as emissões de um trabalhador em até 29%, em comparação com os empregados locais.

O aumento da utilização de tecnologias de informação e comunicação teve um «efeito insignificante» nas emissões, enquanto o consumo de energia no escritório e as deslocações não diárias para o trabalho são importantes, sublinham os investigadores.

O estudo também sugere que a maximização dos benefícios ambientais do trabalho remoto depende de múltiplos factores, como a escolha do veículo, o comportamento no deslocamento e a eficiência energética em residências e escritórios.

Partilhar


Mais Notícias