Um inquérito recente da Monster revelou que, em 2025, 80% dos trabalhadores consideravam os seus locais de trabalho tóxicos, um aumento em relação aos 67% de 2024. Um número alarmante: 71% dos colaboradores referiram que a sua saúde mental era fraca (40%) ou normal (31%). Os trabalhadores identificaram uma cultura tóxica no local de trabalho como a principal causa de problemas de saúde mental (59%), seguida da má gestão (54%).
A plataforma de emprego iHire entrevistou 1.781 trabalhadores e 504 empregadores em 57 sectores nos Estados Unidos no final de 2024. De acordo com o primeiro “Toxic Workplace Trends Report”, quase 75% dos colaboradores inquiridos disseram ter trabalhado para um empregador com um ambiente de trabalho tóxico.
Quando questionados sobre o que torna um local de trabalho tóxico, a principal resposta foi a má liderança ou gestão, com 78,7% dos colaboradores a reportarem líderes empresariais pouco éticos, irresponsáveis ou que não ofereceram apoio.
As outras respostas incluíram comunicação deficiente (69,8%), tratamento injusto dos colaboradores (67,5%) e um elevado nível de stress ou burnout (65,1%).
O papel do gestor
As culturas de trabalho tóxicas não surgem de um dia para o outro. Desenvolvem-se devido a vários factores e dinâmicas dentro de uma organização. Claramente, a melhor explicação para isso é a má gestão. Quando os gestores não têm empatia, não comunicam com clareza nem priorizam o bem-estar dos seus colaboradores, isso pode criar um ambiente tóxico.
Quando os gestores não fornecem informações sobre as decisões, isso pode criar uma cultura de sigilo, boatos e desconfiança entre os colaboradores. Incentivar a competição excessiva sem promover a colaboração e o trabalho em equipa pode também criar um ambiente onde os colaboradores se prejudicam mutuamente, se envolvem em comportamentos traiçoeiros e priorizam o sucesso pessoal em detrimento do sucesso da organização. E quando o bullying, o assédio ou a discriminação no local de trabalho são tolerados ou ignorados pela gestão, os colaboradores sentem-se inseguros, desvalorizados e sem apoio.
As consequências de ambientes de trabalho tóxicos
À medida que as empresas continuam a operar nestas condições, continuarão a surgir histórias sobre os efeitos nocivos de ambientes de trabalho desumanos na qualidade de vida e na saúde das pessoas. Os ambientes de trabalho tóxicos estão literalmente a matar os profissionais.
Investigadores suecos do Instituto de Stress da Universidade de Estocolmo estudaram mais de 3.100 homens durante um período de 10 anos em ambientes de trabalho típicos. Descobriram que os riscos de angina, ataque cardíaco e morte aumentavam para aqueles que trabalhavam para chefes tóxicos.
Os homens, com idades compreendidas entre os 19 e os 70 anos, tiveram o seu coração examinado no trabalho durante um período de três anos. Durante o período de seguimento, ocorreram 74 casos de ataques cardíacos fatais e não fatais, angina ou morte por doença cardíaca. Os gestores considerados os piores aumentaram o risco de doença cardíaca dos seus colaboradores em 25%.
E os problemas revelaram-se cumulativos: quanto mais tempo os colaboradores trabalhavam para gestores problemáticos em condições altamente stressantes, piores eram os efeitos. As pessoas que trabalharam para um mau chefe durante mais de quatro anos apresentaram um risco 64% maior de doença cardíaca. Estes efeitos negativos afectaram toda a gente, independentemente de outros factores de risco, incluindo a quantidade que fumavam ou bebiam e independentemente do seu estatuto social ou nível de rendimento.












































































































































































































