Estudo da AESE identifica as medidas mais valorizadas para melhorar a saúde mental em contexto laboral

Margarida Lopes
10 de Outubro 2025 | 18:40

Um estudo da AESE Business School conclui que a conciliação entre trabalho, família e vida pessoal, a gestão de conflitos internos, o respeito do horário semanal, a valorização profissional dos colaboradores e a redução da pressão excessiva no trabalho são as cinco medidas mais valorizadas para melhorar a saúde mental em contexto laboral.

Conduzido por Pedro Afonso, médico psiquiatra e professor da AESE Business School, Miguel Fonseca, professor de Estatística da Universidade Nova de Lisboa, e José Fonseca Pires, professor da AESE Business School e director do Programa de Alta Direcção de Instituições de Saúde – PADIS, o estudo avaliou dez medidas organizacionais para promover a saúde mental no trabalho, analisando a sua implementação nas empresas e o impacto na percepção de bem-estar dos colaboradores, através de uma autoavaliação.

No total, foram inquiridas 598 pessoas com responsabilidades de liderança e operacional pertencentes à comunidade Alumni da AESE Business School.

Outra das conclusões é o facto de a posição hierárquica influenciar a percepção de saúde mental: 17,6% dos técnicos reportam má saúde mental e o valor cai para 2,3% entre CEO/presidentes.

No estudo da AESE Business School, os participantes foram ainda questionados sobre as medidas que já se encontravam implementadas nas suas empresas. Entre as mais frequentes estão a conciliação trabalho–família–vida pessoal (75,5%), o respeito do horário semanal (75%), regimes híbridos (67,4%) e valorização profissional (65,6%). As menos frequentes são a redução do multitasking (19,9%) e a existência de programas de acompanhamento no regresso ao trabalho (19,5%).

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Os participantes do estudo têm uma idade média de 51,8 anos, sendo que 60,9% são do sexo masculino e 39,1% do sexo feminino. Em 85,3% dos casos têm filhos.

Os sectores profissionais mais representados são Saúde (23,6%), Indústria (13,1%), Banca e Seguros (10,1%), Energias e Ambiente (8,7%). Cerca de dois terços ocupam cargos de alta chefia ou administração e mais de metade trabalham em grandes empresas (57,4%).

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