Estudo identifica características dos estudantes com maior risco de burnout

Um estudo desenvolvido no Ispa – Instituto Universitário alerta para o risco de burnout entre os estudantes do ensino superior, sobretudo entre os mais jovens e aqueles com padrões de vinculação insegura, geralmente associados a redes de suporte emocional mais frágeis.

Margarida Lopes
25 de Setembro 2026 | 14:40
Estudo identifica características dos estudantes com maior risco de burnout

A investigação, realizada junto de 563 estudantes universitários portugueses de diferentes regiões do país indica que os estudantes com padrões de vinculação insegura apresentam maior vulnerabilidade ao burnout. Em contrapartida, a resiliência – em termos de capacidade de aceitação de si próprio e da vida – e a participação em actividades extracurriculares podem funcionar como factores de protecção.

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A idade e o género também surgem associados ao fenómeno. Os estudantes mais jovens tendem a registar níveis ligeiramente superiores de burnout e menor resiliência, enquanto as mulheres apresentam valores mais elevados de burnout pessoal e académico.

A participação em actividades extracurriculares destacou-se como um potencial factor de protecção. Os estudantes envolvidos em iniciativas culturais, sociais ou desportivas revelaram níveis mais baixos de burnout pessoal e maior resiliência, evidenciando a importância de promover o sentimento de pertença e combater o isolamento.

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«A criação de programas de promoção da resiliência, o reforço do apoio psicológico e da mentoria, a disponibilização de ferramentas de gestão do stresse e o incentivo à participação em actividades extracurriculares são algumas das medidas que as instituições de ensino superior poderão colocar ao dispor dos estudantes», sublinha Tânia Brandão, investigadora do Ispa.

Tendo em conta o impacto do burnout no bem-estar psicológico, no desempenho académico e nas relações interpessoais, o estudo recomenda que, no regresso às aulas, as instituições estejam particularmente atentas aos estudantes mais jovens e àqueles que enfrentam esta transição com redes de suporte mais frágeis.

«É importante criar ambientes académicos mais próximos, humanizados e atentos ao equilíbrio entre a vida pessoal e as exigências do percurso universitário, apostando na prevenção antes de surgirem sinais de esgotamento», conclui Tânia Brandão.

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