Lisboa e Porto foram as duas cidades portuguesas identificadas.
A capital portuguesa apresenta uma posição favorável nas dimensões do dinamismo comercial, da conectividade e da tecnologia. A capital integra a categoria Global Challengers, o segundo nível do índice global, elaborado com base em mais de 50 indicadores que avaliam o desempenho das cidades em quatro domínios: dinamismo comercial, conectividade, tecnologia e resiliência ambiental.
O Porto integra a categoria Specialized Leaders, apresentando desempenhos inferiores aos de Lisboa nas dimensões do dinamismo comercial, da conectividade e da tecnologia, mas uma pontuação mais elevada na dimensão ambiental.
No índice de dinamismo comercial, que avalia factores como a densidade de sedes empresariais, a presença de multinacionais, a dimensão do mercado, o crescimento da população nos últimos cinco anos e a escala económica, o ranking mundial é liderado por Tóquio, Nova Iorque e Seul. Na Europa, Londres, Paris e Madrid destacam-se como as cidades mais bem posicionadas neste indicador.
No índice de conectividade, que avalia as ligações aéreas, marítimas e rodoviárias de uma cidade, o ranking é liderado por Xangai, seguida de Tóquio e Hong Kong. Entre as cidades europeias, as mais bem posicionadas são Londres, Frankfurt, Paris e Amesterdão. No índice tecnológico, São Francisco lidera uma classificação dominada por cidades dos Estados Unidos e da Ásia, sendo Londres a única representante europeia no top 5.
Por sua vez, na dimensão ambiental, que avalia a preparação das cidades para se adaptarem às alterações climáticas, as primeiras posições pertencem a cidades do norte da Europa, como Berna, Gotemburgo e Oslo, num ranking em que o sul do continente não está representado.
Com base na análise destes índices, o estudo identifica cinco grandes tendências que irão marcar a competitividade das cidades nos próximos anos. As cidades líderes consolidam a sua vantagem graças à capacidade de concentrar actividade económica, investimento e conectividade, embora novos polos urbanos na Ásia e no Médio Oriente estejam a ganhar protagonismo. Os mercados emergentes reforçam o seu papel nas cadeias globais de abastecimento, impulsionados pelo nearshoring, pela diversificação de fornecedores e pelas políticas de relocalização industrial.
As cidades de média dimensão ganham atractividade por combinarem custos mais competitivos, novas oportunidades industriais e melhor acesso à habitação, afirmando-se como novos motores de crescimento e investimento. A inovação e o talento consolidam-se como factores decisivos, favorecendo as cidades com ecossistemas tecnológicos robustos, universidades de referência e políticas capazes de atrair profissionais qualificados. Por fim, a resiliência climática transforma-se numa vantagem competitiva, uma vez que as cidades que investirem na adaptação às alterações climáticas estarão melhor posicionadas para atrair empresas e talento.
O relatório conclui que as cidades mais bem posicionadas serão aquelas capazes de combinar robustez económica, capacidade de inovação, adaptação climática e atração de talento. Para os líderes empresariais, o desafio passa por construir uma presença geográfica diversificada, combinando centros urbanos globais consolidados com cidades emergentes de média dimensão. Já para os decisores públicos, a competição por investimento e talento deixou de depender apenas da fiscalidade ou das infraestruturas, passando também pela tecnologia e pela resiliência climática.
Pode aceder ao relatório completo aqui e ao ranking das cidades aqui.

















