Estudo identifica duas cidades portuguesas entre as que irão moldar a competitividade da próxima década. Foram analisadas 1500

As cidades portuguesas foram incluídas no estudo The Cities Shaping the Future, desenvolvido pelo Oliver Wyman Forum, que analisa 1500 cidades responsáveis por mais de 75% do PIB mundial e identifica os principais factores que irão determinar a competitividade económica e empresarial das cidades na próxima década.

Margarida Lopes
19 de Agosto 2026 | 09:40
Estudo identifica duas cidades portuguesas entre as que irão moldar a competitividade da próxima década. Foram analisadas 1500

Lisboa e Porto foram as duas cidades portuguesas identificadas.

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A capital portuguesa apresenta uma posição favorável nas dimensões do dinamismo comercial, da conectividade e da tecnologia. A capital integra a categoria Global Challengers, o segundo nível do índice global, elaborado com base em mais de 50 indicadores que avaliam o desempenho das cidades em quatro domínios: dinamismo comercial, conectividade, tecnologia e resiliência ambiental.

O Porto integra a categoria Specialized Leaders, apresentando desempenhos inferiores aos de Lisboa nas dimensões do dinamismo comercial, da conectividade e da tecnologia, mas uma pontuação mais elevada na dimensão ambiental.

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No índice de dinamismo comercial, que avalia factores como a densidade de sedes empresariais, a presença de multinacionais, a dimensão do mercado, o crescimento da população nos últimos cinco anos e a escala económica, o ranking mundial é liderado por Tóquio, Nova Iorque e Seul. Na Europa, Londres, Paris e Madrid destacam-se como as cidades mais bem posicionadas neste indicador.

No índice de conectividade, que avalia as ligações aéreas, marítimas e rodoviárias de uma cidade, o ranking é liderado por Xangai, seguida de Tóquio e Hong Kong. Entre as cidades europeias, as mais bem posicionadas são Londres, Frankfurt, Paris e Amesterdão. No índice tecnológico, São Francisco lidera uma classificação dominada por cidades dos Estados Unidos e da Ásia, sendo Londres a única representante europeia no top 5.

Por sua vez, na dimensão ambiental, que avalia a preparação das cidades para se adaptarem às alterações climáticas, as primeiras posições pertencem a cidades do norte da Europa, como Berna, Gotemburgo e Oslo, num ranking em que o sul do continente não está representado.

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Com base na análise destes índices, o estudo identifica cinco grandes tendências que irão marcar a competitividade das cidades nos próximos anos. As cidades líderes consolidam a sua vantagem graças à capacidade de concentrar actividade económica, investimento e conectividade, embora novos polos urbanos na Ásia e no Médio Oriente estejam a ganhar protagonismo. Os mercados emergentes reforçam o seu papel nas cadeias globais de abastecimento, impulsionados pelo nearshoring, pela diversificação de fornecedores e pelas políticas de relocalização industrial.

As cidades de média dimensão ganham atractividade por combinarem custos mais competitivos, novas oportunidades industriais e melhor acesso à habitação, afirmando-se como novos motores de crescimento e investimento. A inovação e o talento consolidam-se como factores decisivos, favorecendo as cidades com ecossistemas tecnológicos robustos, universidades de referência e políticas capazes de atrair profissionais qualificados. Por fim, a resiliência climática transforma-se numa vantagem competitiva, uma vez que as cidades que investirem na adaptação às alterações climáticas estarão melhor posicionadas para atrair empresas e talento.

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O relatório conclui que as cidades mais bem posicionadas serão aquelas capazes de combinar robustez económica, capacidade de inovação, adaptação climática e atração de talento. Para os líderes empresariais, o desafio passa por construir uma presença geográfica diversificada, combinando centros urbanos globais consolidados com cidades emergentes de média dimensão. Já para os decisores públicos, a competição por investimento e talento deixou de depender apenas da fiscalidade ou das infraestruturas, passando também pela tecnologia e pela resiliência climática.

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Pode aceder ao relatório completo aqui e ao ranking das cidades aqui.

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